Palestinianos condenam novos ataques israelitas

A Presidência da Autoridade Palestiniana condenou o contínuo derramamento de sangue nos territórios palestinianos ocupados em resultado dos ataques das forças militares e dos colonos israelitas.

Israel prepara anexação de facto de grandes áreas da Cisjordânia

Os palestinianos acusam Israel de ser responsável por novas e sistemáticas violações na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Num comunicado divulgado em Ramala, na terça-feira, 17, é referida como exemplo a recente decisão do governo de Benjamin Netanyahu de registar terras na Cisjordânia como “propriedade estatal” israelita, o que pressupõe uma anexação de facto de grandes áreas desse território ilegalmente ocupado por Israel. Uma medida largamente rejeitada e condenada pelas Nações Unidas.

«As políticas israelitas de confisco de terras ou de restrições da liberdade e de movimento dos palestinianos não eliminarão o direito do nosso povo à sua pátria», assegura a Autoridade Palestiniana. Perante a escalada da agressão israelita, a presidência palestiniana apelou aos EUA para que estes detenham a guerra e obriguem o seu principal aliado no Médio Oriente a interromper «as suas acções que alimentam o ciclo de violência e o conflito na região».

As autoridades palestinianas denunciam quase diariamente que tropas e colonos israelitas intensificaram a violência e a expansão dos colonatos na Cisjordânia após a entrada em funções do actual governo israelita, em finais de 2022.

Desde o início da agressão militar israelita à Faixa de Gaza, em Outubro de 2023, mais de 72 mil palestinianos foram mortos. Após o cessar-fogo que se encontra em vigor desde Outubro do ano passado, são já mais de 600 os palestinianos mortos às mãos de Israel.

Liga Árabe alerta para escalada regional

A Liga Árabe acusou Israel de aumentar a tensão e a escalada de violência que se vive no Médio Oriente, com os seus planos de declarar amplas áreas da Cisjordânia ocupada como “terra estatal” israelita. Em comunicado, divulgado no Cairo, a Liga Árabe considera que a medida representa uma flagrante violação do direito internacional, incluindo de várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

O novo plano de Israel é unilateral e inválido e tem como objectivo impor novos factos no terreno, alertou esta organização, destacando que a medida «constitui praticamente um passo preliminar para a anexação dos territórios palestinianos ocupados». A Liga Árabe considera ainda que esta decisão de Israel «perpetua a política de colonatos ilegais e socava as possibilidades de lograr uma paz justa e duradoura baseada na solução de dois Estados».

Por isso, a Liga Árabe rejeitou «todas as medidas visando mudar o estatuto jurídico e histórico dos territórios palestinianos», incluindo Jerusalém Oriental, e realçou que tais medidas de Israel carecem de legitimidade, incluindo jurídica.

 



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