Paulo Raimundo desmascara desastrosa política do Governo

Paulo Raimundo expôs, no debate quinzenal com o primeiro-ministro no dia 21, as desastrosas opções do Governo, e exigiu a alternativa que se impõe: «salários, dignidade, respeito».

PM «sabe que o CH nunca lhe faltará»

Lusa

«Depois de dar a cara, de forma legítima, por Marques Mendes, ficámos a saber que para o primeiro-ministro é completamente indiferente quem vai ser o futuro Presidente da República». A frase é do Secretário-Geral, e foi proferida na primeira pergunta endereçada a Luís Montenegro.

Paulo Raimundo mostrou como, para o chefe do Governo, é importante «manter no PS uma reserva para quando for necessário acenar a chantagem» e, simultaneamente, «manter a continuidade do apoio do CH naquilo que é decisivo para a governação».

«Nós percebemos a táctica», considerou, assinalando que se pode concluir que, com esta opção, o líder do PSD pretende, «acima de tudo, salvar a sua desastrosa política».

«Nunca lhe faltará»

«[O primeiro-ministro] sabe que o CH nunca lhe faltará», sublinhou Paulo Raimundo, expondo as políticas negativas do Executivo que tiveram o apoio do partido de extrema-direita.

«Nunca lhe faltará na descida do IRC» ou «para a revisão do fim da derrama estadual»., assegurou, nem no «desmantelamento do SNS ou na Lei de Bases que se pretende alterar na saúde». Da mesma forma, frisou, «nunca lhe faltará no desmantelamento do SNS ou na Lei de Bases da Saúde que se pretende alterar», nem faltará, «como não faltou, no pacote da especulação».

E, concluindo, destacou, dirigindo-se directamente a Luís Montenegro: «Cá estará o CH, depois das cambalhotas todas, para lhe dar a mão nos aspectos essenciais do pacote laboral».

«Não insista!»

O dirigente comunista denunciou, igualmente, uma das opções mais negativas da política do Governo, o pacote laboral, assinalando que o primeiro-ministro continua a insistir em não desistir da proposta: «Esse projecto de mais precariedade, mais desregulação dos horários, dos despedimentos sem justa causa, de mais contratos a prazo e de mais recibos verdes».

No entanto, lembrou, face à «força e determinação dos trabalhadores», a verdade é que o pacote laboral já «está rejeitado».

 



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