Num tempo em que a fasquia da qualidade literária, começa a colocar-se dramaticamente baixa; num tempo em que figuras mediáticas, obreiras de livros possidónios, despacham autógrafos como velas de procissão; do regresso, com trombetas e marketing apurado de uma escrita de pipocas e chá de tília, promovida a acontecimento mundano nas páginas das revistas de coração lorpa; escritinha que vende tanto como a música pimba anglo-saxónica e se pavoneia nos écrans das televisões como se de um detergente se tratasse; que se mostra nas fachadas de prédios degradados ao lado de cartazes do Tony Carreira; num tempo assim, a tocar o fundo (quanto mais se toca no fundo, mais ele desce), olhamos o céu e o negrume quase nos açoita, impiedoso.