O conflito congolês e a hipocrisia europeia

Carlos Lopes Pereira
A primeira-ministra da República Democrática do Congo (RDC), Judith Suminwa, denunciou a existência de milhares de mortos, feridos e deslocados causados pelo conflito armado no leste do país. Intervindo na 58.ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, a governante congolesa reclamou a aplicação de medidas dissuasoras para pôr fim aos massacres cometidos pelas tropas do Movimento 23 de Março (M23) apoiadas por forças armadas do Ruanda. Segundo as Nações Unidas, cerca de 27 milhões de pessoas na zona necessitam de assistência humanitária, entre elas quase três milhões de...

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