Direitos dos pais e crianças são foco de iniciativa na Pontinha

O Secretário-Geral do PCP integrou uma delegação que, no dia 21, contactou pais e trabalhadores do Jardim Infantil Popular da Pontinha (JIPP), em Odivelas, e visitou as instalações deste equipamento.

Paulo Raimundo destacou a urgência de uma rede pública, gratuita e universal de creches

A manhã iniciou proveitosa: com a entrada e saída de pais e trabalhadores, Paulo Raimundo, ao lado de Ricardo Costa (da Comissão Política) e de outros militantes do Partido, foi distribuindo panfletos da campanha Aumentar salários e pensões, para uma vida melhor, podendo explicar melhor os motivos que levaram o PCP a dinamizá-la. Ao longo das conversas, foram muitos os que acederam ao repto do Partido e deixaram a sua assinatura no abaixo-assinado que acompanha a acção.

Em declarações à imprensa, o Secretário-Geral frisou que, além do propósito da reivindicação de melhores salários e pensões (comum a toda a campanha), aquela iniciativa teve como objectivo expor as propostas do Partido em defesa dos direitos dos pais e crianças, dos quais a garantia universal de creches e equipamentos pré-escolar constitui uma dimensão fundamental.

Neste sentido, destacou a urgência da criação de uma rede pública e gratuita de creches para todas as crianças, já proposta pelo PCP.

O dirigente comunista valorizou, igualmente, as diversas instituições que, como o JIPP (mantido por uma associação), «fazem muita falta e são a garantia da possibilidade de os pais poderem deixar os seus filhos numa situação de conforto e segurança» durante o dia.

No final da acção de contactos, a delegação do PCP visitou as diferentes valências e espaços do JIPP, guiada por dirigentes e trabalhadores da instituição, que esclareceram que o equipamento é, neste momento, a única resposta de creche (fora dos privados) a que a população da Pontinha tem acesso para deixar as suas crianças (que totalizam, neste jardim infantil, cerca de 200).

Ao longo da visita foi notável o orgulho que os dirigentes e trabalhadores da instituição têm pelo trabalho que realizam, e que é desenvolvido, referiram, apesar de casos de financiamento insuficiente por parte do Município de Odivelas.

No quadro do OE, o PCP já apresentou propostas que, se aprovadas, irão aprofundar os direitos dos pais e das crianças: a já referida criação de uma rede pública de creches (com 100 mil vagas até 2028, e mais 148 mil até 2030); a abertura de, pelo menos, mais 150 salas de educação pré-escolar; e a universalidade do abono de família, com a alteração dos limites fixados para o apuramento dos rendimentos que determinam o escalão do abono, repondo o pagamento do 4.º, 5.º e 6.º escalão para crianças e jovens para além dos 72 meses.

 

Prossegue com força a acção nacional do Partido

A campanha Aumentar salários e pensões, para uma vida melhor continua a avançar em todo o País: à porta de empresas e locais de trabalho ou junto das populações em ruas e mercados, os comunistas recolhem assinaturas e aprofundam a ligação aos trabalhadores e ao povo.

É o caso daMadeira, onde o PCP tem colocado ênfase particular na necessidade do aumento das reformas e pensões em, pelo menos, cinco por cento, no mínimo de 70 euros.

Edgar Silva, responsável pela organização regional, explicou, no dia 15, o porquê, numa iniciativa junto ao Anadia Shopping, no Funchal: «a injustiça social é profunda e a pobreza cada vez mais dramática, especialmente pelo facto de na região se praticarem as mais baixas reformas e pensões de Portugal».

O mesmo tema foi o foco de uma acção de contacto junto da população de Câmara de Lobos, no início de Outubro.

Também no distrito de Aveiro continua a campanha nacional. Foi assim no dia 15, no Mercado de Ovar, onde se recolheram assinaturas para o abaixo-assinado, e no dia 11, em Oliveira de Azeméis, com uma acção de contactos junto dos trabalhadores da Aspock.

Da creche e infantário dos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra, chegaram, no dia 19, vários testemunhos de pais sobre a necessidade de aumentos salariais para enfrentar o aumento das despesas familiares.

 

Não é necessário criar primeiro a riqueza para depois a distribuir?

Ainda que a um ritmo lento, a riqueza nacional tem crescido. A distribuição dessa riqueza é que é cada vez mais desigual. Sendo os trabalhadores a imensa maioria da população, sendo eles que produzem toda a riqueza, não é aceitável que apenas 48% da riqueza nacional lhes esteja dedicada.

 



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