Tribunal de Contas confirma processo desastroso na EFACEC

Uma auditoria do Tribunal de Contas arrasou o processo da desprivatização e reprivatização da EFACEC e os seus resultados para o erário público. O PCP afirma ser importante apurar onde foram utilizados os 500 milhões de euros de recursos públicos.

500 milhões de euros de recursos públicos no processo de reprivatização da EFACEC

Lusa

O desastroso processo de desprivatização e reprivatização da EFACEC foi conduzido pelo Governo PS com o apoio, na altura, do Presidente da República, do PSD, do Chega e da IL, e a firme oposição do PCP. Agora, após a auditoria do Tribunal de Contas, o PCP afirmou, numa nota de imprensa de dia 2, a necessidade de «apurar para onde foi o dinheiro, e saber como, quando e onde foi usado».

«Algumas das força políticas responsáveis por este processo têm-se esforçado por falar de uma suposta nacionalização da EFACEC em 2020», lê-se na nota. Para o PCP, é importante explicar que não existiu qualquer nacionalização, mas sim um processo que serviu apenas para a «injecção de recursos públicos numa empresa privada, que enfrentava dificuldades geradas pela sua estrutura accionista privada, e que foi conduzido, desde o início, com o objectivo de entregar a empresa a um qualquer outro grupo económico ou multinacional.

«A opção ideológica de PS, PSD, CDS, Chega e IL gerou este processo de intervenção pública para manter a EFACEC privatizada, mas com prejuízos para o erário público que agora o TC indicia», acusa o PCP, para quem é «lamentável», quer na altura quer agora, que o conjunto dessas forças políticas não revelem qualquer preocupação com aquilo que deveria ser o essencial: «como defender e valorizar uma empresa estratégica como a EFACEC, criadora de emprego qualificado de que o País tanto necessita, capaz de uma produção que não apenas exporta como substitui importações».

Segundo a nota do Partido, este processo foi desenhado para servir os bancos com créditos na EFACEC, os seus accionistas minoritários (Grupo Mello e Têxtil Manuel Gonçalves) e o grupo económico que recebeu a empresa em oferta (o fundo Mutares, ligado ao grande capital alemão).

Já em 2020, o PCP disse que a única opção viável para a EFACEC era a sua nacionalização e integração no Sector Empresarial do Estado, o seu ainda maior enraizamento na economia nacional, com uma gestão pública democrática, transparente e eficaz.

 



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