Município de Loures defende o lucro do promotor imobiliário para o Quartel de Sacavém
«Indiferente a todas as críticas e sugestões que foram apresentadas no período de discussão pública, a maioria PS/PSD decidiu avançar com o projecto do promotor imobiliário para o Quartel de Sacavém sem qualquer alteração», acusa a CDU, em nota à comunicação social. Desta forma, perde-se «uma oportunidade de organizar o território convenientemente» e de o dotar «de infra-estruturas para o usufruto público que estão em falta na cidade» de Sacavém, continua a Coligação PCP-PEV, dando conta da existência de mais de 50 reclamações por escrito, um abaixo-assinado com centenas de assinaturas, a oposição da Associação de Defesa do Ambiente de Loures e muitas intervenções de eleitos autárquicos em reuniões e assembleias a alertar para as falhas do projecto, que prevê «uma saída única da urbanização, que terá mais de 750 fogos, com comércio e serviços, para o já esgotado bairro residencial da Fonte Perra» e, ao invés de uma Praça da República moderna para as pessoas, «uma placa giratória rodoviária para os carros».
«Não há no projecto uma nova ligação entre a cidade, um equipamento público distintivo, a previsão de habitações a preços controlados, ou, sequer a reivindicação do Convento das Clarissas para uma utilização pública», acusa a CDU, que no passado dia 22 promoveu uma sessão pública no Bairro da Fonte Perra, na qual os moradores foram perentórios na oposição ao projecto, temendo o caos no trânsito e não achando que aquela urbanização seja para seu usufruto. Nesta acção, os eleitos da CDU apresentaram as suas posições e partilharam o trabalho que fizeram ao longo deste período de discussão pública, lamentando que, apesar de serem a segunda força política no concelho de Loures, não tenham sido ouvidos.