Só a coligação PCP-PEV conta para assegurar direitos
Habitação, transportes, saúde, salários, reformados, pensionistas e idosos foram os temas em que se centrou Paulo Raimundo nas sessões públicas que se realizaram em Alcochete, no dia 10, e em Gaia, anteontem, dia 14.
CDU «não diz uma coisa ao povo e faz outra»
Em Gaia, foram três os testemunhos que deram conta do estado da habitação, dos transportes e das condições de trabalho naquele concelho e na região mais abrangente do Porto. Com exemplos concretos, Isa Sanches falou dos preços impossíveis praticados pelo mercado da habitação, enquanto que Sílvia Barbosa demonstrou o quão desastrosa foi a implementação da UNIR, empresa única de transportes públicos da Área Metropolitana do Porto. Já Lurdes Ribeiro falou da experiência dos trabalhadores não docentes das escolas do concelho de Gaia, dos resultados da transferência de competências do Estado para as autarquias e agradeceu ainda à CDU pela sua presença constante junto destes trabalhadores.
Sobre esses problemas falou também Francisco Calheiros, candidato da CDU às próximas eleições ao Parlamento Europeu, para quem a coligação PCP-PEV «não tem uma mensagem europeia e outra nacional» e «não diz uma coisa ao povo e faz outra».
Já Paulo Raimundo, que encerrou a sessão, falou das injustiças que se têm acentuado. Para o dirigente, essas desigualdades «não são resultado do acaso», mas sim de opções que põem em causa direitos e condições de vida.
Reformados
Na vila do Samouco, em Alcochete, o foco da sessão foram os reformados, pensionistas e idosos, as suas necessidades e reivindicações, num País onde, destacou Paulo Raimundo, vivem «1,3 milhões de pensionistas com pensões até 591 euros por mês».
Para o dirigente comunista, «aqueles que, com o seu trabalho e esforço, puseram o País a funcionar» merecem respeito, aumentando as suas reformas, algo que considerou «a medida estruturante para combater injustiças».
O Secretário-Geral (depois de ouvir diferentes depoimentos) considerou que, apesar de positivas, as medidas do Governo para este grupo «ficaram aquém», dando o exemplo da retirada dos filhos da condição de recursos para o cálculo do Complemento Solidário para Idosos (CSI): «o cálculo deve ser feito sobre a sua reforma», e não tendo em conta mais nenhum facto.
Paulo Raimundo, que também defendeu o direito de reforma aos 40 anos, que a Segurança Social (fruto do dinheiro do trabalho) não tem «nenhum problema de insustentabilidade», e que os idosos «precisam de mais SNS», destacou que a UE e as suas políticas têm tudo a ver com estas questões, e que precisamos é de «deputados no Parlamento Europeu para defender os reformados, pensionistas e idosos».