O voto na CDU é o que conta para uma vida melhor

Manuel Rodrigues (Membro da Comissão Política)

Aproveitar todas as oportunidades e meios próprios para esclarecer e mobilizar para o voto na CDU

À medida que se aproximam as eleições para a Assembleia da República mais visíveis se tornam as diferenças de fundo entre as duas dinâmicas essenciais que marcam o ritmo desta campanha.

De um lado, eleva-se a vozearia em torno das candidaturas apostadas em prosseguir a política de direita de submissão às imposições da União Europeia, ao euro e ao capital monopolista: quer o PS e o seu governo, quer a AD (PSD, o CDS e PPM) e os seus sucedâneos do Chega e IL – que, como se viu esta semana, se revêem na política da troika do corte de salários, pensões, subsídios de férias, feriados e no maior aumento de impostos de que há memória, que Passos Coelho veio trazer à lembrança, ao intervir na campanha da AD.

Trata-se de uma dinâmica que, temendo o contacto com o povo, fugindo à discussão das suas propostas e, sobretudo, evitando ser confrontado com as suas práticas, aposta na política-espectáculo, na mistificação e no show-off, na manipulação, deturpação e mentira, em que se insere a mega-operação de bipolarização que está em curso e que, manipulando o sentido constitucional das eleições – eleição de 230 deputados e não de primeiro-ministro – e usando e «martelando» sondagens, visa fazer passar a ideia de que o voto só será útil se for dirigido a uma de duas forças políticas: PS ou AD.

A cada dia que passa mais notória se torna esta estratégia promovida pelo grande capital e os seus centros ideológicos, com ampla mediatização pelos órgãos da comunicação social dominante, em que os projectos reaccionários do Chega e do IL se inserem. São usados para inculcar medos e desviar as atenções da questão verdadeiramente essencial para os grupos económicos e multinacionais: como prosseguir e dar novo fôlego à política de direita, confrontada com a luta de resistência organizada dos trabalhadores e do povo, que não lhe dá tréguas, e com o papel determinante do PCP e da CDU, com uma proposta de política alternativa inspirada nos valores de Abril?


Dinâmica que cresce e se alarga

Entretanto, uma outra dinâmica, que a comunicação social dominante tenta apagar, deturpar, caricaturar ou reduzir, e que é portadora de soluções para os problemas com gente séria e capaz de as concretizar, desenvolve uma campanha diferente, determinada e confiante. É a campanha da CDU, apostada no contacto directo com os trabalhadores e o povo, nas empresas e locais de trabalho, nas ruas, nos bairros, afirmando as suas propostas com soluções para os problemas, promovendo o esclarecimento e a mobilização para o voto na CDU.

Voto na CDU, o voto de todos os que aspiram a uma vida melhor ou se sentem traídos, injustiçados, preteridos pela acção de um governo – o governo PS a quem, nas questões essenciais, nunca faltou o apoio do PSD, CDS, Chega e IL – que fomentou o aumento do custo de vida, desvalorizou salários e pensões, criou condições para a acumulação de lucros escandalosos pelos grupos económicos, desinvestiu nos serviços públicos, alimentou a corrupção, cavou profundas injustiças e desigualdades.

É esta campanha que as sondagens não captam, porque estão programadas para condicionar e não para prever resultados.

É esta dinâmica que cresce e se alarga que é preciso levar até ao voto, aproveitando todas as oportunidades, e meios próprios, para esclarecer, convencer, mobilizar para o voto na CDU. E, valorizando todos os passos (por mais pequenos que possam parecer), levar tão longe quanto possível os contactos directos, para alargar esta confiante campanha de massas e reforçar a CDU.

E com uma CDU reforçada e uma nova correlação de forças na AR, tomar a iniciativa, dar resposta aos problemas, desenvolver o País.

 



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