Contra desconsideração na PSP e na GNR
Protestos em diversas cidades, uma manifestação com milhares de pessoas, a 24 de Janeiro, em Lisboa, e outra ontem, no Porto, deixam bem evidente a insatisfação generalizada nas forças de segurança.
Lusa
«Aquilo que se passou hoje é demonstrativo do grau de insatisfação que existe nas forças de segurança», disse à agência Lusa, nessa quarta-feira, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP). Paulo Santos recordou que os sindicatos e associações profissionais já tinham alertado o ministro da Administração Interna e o Governo, várias vezes, para os problemas e o estado de espírito dos polícias.
Também citado pela Lusa, o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) assegurou que vão continuar as expressões de descontentamento. César Nogueira insistiu que o Governo ainda pode atribuir o suplemento de condição policial nas demais forças. «Não estamos contra o suplemento atribuído à PJ, estamos sim contra o destratar que, mais uma vez, o Governo teve com estes profissionais», entre os quais existe «o sentimento mútuo de que mais uma vez foram desconsiderados», precisou.
A manifestação de dia 24, convocada por uma plataforma de sindicatos da PSP e associações profissionais da GNR, começou no Largo do Carmo, de onde partiu um desfile até junto da Assembleia da República.
Nesse dia, ocorreram ainda concentrações de profissionais de forças de segurança na RA dos Açores, com objectivos semelhantes à manifestação em Lisboa.
Na Guarda Prisional, foi marcada para ontem uma greve de 24 horas, com uma concentração junto à prisão de Custóias, no Porto, depois de outras acções de protesto (como uma vigília, a 25 de Janeiro, junto do Estabelecimento Prisional de Monsanto).