FNAM denuncia riscos da «reforma» na Saúde

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) denunciou ontem a reforma estrutural dos serviços de urgência levada a cabo pelo Governo, a ser posta em prática hoje, que pode, nas suas palavras, «colocar médicos e doentes em risco».

«Indicadores para atribuição de incentivos sem qualquer suporte técnico-científico»

Na sequência da criação dos novos Centros de Responsabilidade Integrados nos serviços de urgência (SU), a FNAM informou que o Ministério da Saúde, além de não ouvir os médicos nesta decisão, não conseguiu assegurar propostas capazes de melhorar o trabalho nos SU e a prestação dos cuidados de saúde.

Pelo contrário, o novo modelo prevê, segundo a federação, «uma construção perversa de indicadores para atribuição de incentivos sem qualquer suporte técnico-científico».

Do número de doentes atendidos fora da área de influência directa de cada uma das cinco Unidades Locais de Saúde (ULS) que servem de «projecto-piloto», à percentagem de episódios de urgência que originarem internamento, bem como o gasto médio com meios complementares de diagnóstico e terapêutica por doente sem internamento, muitas são as métricas para o cálculo dos suplementos remuneratórios dos médicos.

Indicadores que «nos dizem pouco ou nada sobre a eficiência dos serviços de saúde» e que expõem o acto médico «ainda mais ao risco», pressionando-o à velocidade e poupança, destacou a federação.

Estes critérios farão, ainda, com que os «aumentos salariais de, pelo menos, 60 por cento» anunciados pelo Governo não correspondam à realidade, denunciou a FNAM.

 



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