Iémen – urge parar a escalada!
O partido da guerra que controla os EUA decidiu abrir, em articulação com o Reino Unido, uma nova frente de guerra no Médio Oriente, uma decisão que pode incendiar toda a região.
Os bombardeamentos norte-americanos ao Iémen são um passo consciente e programado numa estratégia criminosa de juntar mais tensão, violência e morte ao crime de genocídio e às provocações que Israel leva a cabo na Palestina e na região. Quaisquer dúvidas que existissem sobre a sintonia entre o governo fascista de Israel, a administração Biden e o Governo britânico só não serão totalmente dissipadas depois deste acontecimento por absoluta ignorância ou fanatismo belicista.
Os mandantes e executantes deste crime falam de um ataque «defensivo». É obviamente uma mentira descarada, igual a tantas outras com que os EUA justificaram as suas outras guerras na região. O que está em causa não é nada disso! É um gravíssimo passo dos EUA no seu envolvimento ainda mais directo numa guerra que Israel procura por todos os meios alastrar a toda a região e que tem como alvos todos os países e forças que estão solidários com a resistência palestiniana.
É uma evidência que nem os Houthis nem o Iémen representam uma ameaça aos EUA. Trata-se de um país pobre sem poderio militar que ameace minimamente os EUA e que há anos é vítima de uma guerra financiada e armada pelos EUA que matou segundo a ONU cerca de 400.000 pessoas, que criou uma das piores crises humanitárias das últimas décadas, e que estava em vias de apaziguamento por via de um acordo estimulado pela China, envolvendo a Arábia Saudita e o Irão.
A tensão no Mar Vermelho, agora invocada, mas que foi alimentada deliberadamente pelos EUA e seus aliados, poderia nem sequer ter começado, não fossem as acções dos EUA de enviar para a região gigantescos meios militares que foram para aí deslocados para apoiar Israel e os seus crimes. Como é agora ainda mais visível, os EUA não são nem moderadores nem portadores de soluções para o conflito no Médio Oriente. Pelo contrário, são causa e problema, e estão obstinados numa estratégia de guerra que urge parar.