Mais de 160 personalidades declararam apoio à CDU
Mais de 160 pessoas «dos bairros, universidades, empresas e órgãos de comunicação social e de diversos sectores sociais, todas sem filiação partidária», lançaram o apelo O trabalho da esperança: razões para um voto,em que expressam o apoio à CDU nas eleições legislativas de 10 de Março. O texto permanece aberto à subscrição e no final de Fevereiro serão divulgados todos os apoiantes, refere a Iniciativa dos Comuns.
O texto sublinha que a actividade governativa tem vindo a ser reduzida à «administração dos princípios e interesses» da lógica neoliberal e recorda o convite ao «mal menor». Contudo, acrescenta, a maioria absoluta dada ao PS nas última eleições, em nome desse «mal menor», nada resolveu. Antes pelo contrário, «o governo piorou, a desigualdade económica e social agravou-se, a extrema-direita cresceu». Já a diminuição da representação do PCP «tornou a vida mais difícil para as classes populares».
Assim, «votaremos na CDU. Não somos militantes do PCP nem do PEV e não partilhamos todas as suas posições. Mas sabemos da importância e seriedade das suas propostas em áreas fundamentais», nomeadamente para combater injustiças e desigualdades. Assumindo as palavras do poeta Manuel Gusmão, os signatários garantem que tomam partido com a «esperança que não fica à espera».
Entre os subscritores contam-se os músicos Catarina Moura, Flávio Almada (LBC), Rui Sidónio, Scúru Fitchádu, Valete e Xullaji, os escritores Mário de Carvalho, Rui Zink e Sandro William Junqueira, as artistas plásticas Joana Villaverde e Teresa Dias Coelho, o fotógrafo Adriano Miranda, os jornalistas António Rodrigues, João Ramos de Almeida e Ricardo Cabral Fernandes, o treinador de futebol Blessing Lumueno e o comentador desportivo Luís Filipe Cristóvão ou o professor catedrático Carlos Neto.