Os reformados continuam a viver mal e a perder poder de compra
«A actualização das pensões e dos apoios sociais são um imperativo legal, social e civilizacional», defende a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos – MURPI, recordando que «as pessoas com mais de 65 anos representam cerca de 23,4 por cento da população portuguesa».
Neste sentido, «devem ser adoptadas soluções que assegurem o combate à pobreza entre idosos, a elevação da sua qualidade de vida para que envelheçam com direitos, a uma segurança social pública que responda às suas necessidades, ao fortalecimento do Serviço Nacional de Saúde, à mobilidade e ao transporte público, entre outros direitos fundamentais a uma vida digna».
Em comunicado, o MURPI destaca que «a dimensão da população activa, que assegura o financiamento da Segurança Social, não é só determinada pela estrutura etária da população, mas pela capacidade de criação de riqueza e a sua repartição a nível nacional». «É na valorização dos salários e na diminuição do desemprego que se ampliam as receitas para a Segurança Social e se cumpre o seu papel redistritutivo», informa a Confederação, acrescentando: «A adequação do sistema de pensões para o futuro exige o seu fortalecimento, tendo por base o pleno emprego, sem precariedade, a valorização dos salários e do salário mínimo nacional, a prevenção e combate efectivo ao elevado volume de divida à Segurança Social».
Além do fortalecimento financeiro do regime previdencial e da diversificação das suas fontes de financiamento, tendo por base a massa salarial e a riqueza produzida pelas empresas, o MURPI considera ainda que «devem ser reforçadas as verbas por via do Orçamento do Estado para financiamento das prestações e apoios sociais devidos aos mais idosos».