CGTP-IN promove em Dezembro acções nos distritos
«A solução dos problemas, a defesa dos direitos e a melhoria das condições de vida, não podem ficar à espera», pelo que «a luta vai continuar», com prioridade ao aumento dos salários e das pensões.
Não é tempo de ficar na expectativa, mas de dar força às reivindicações
A garantia saiu da concentração que reuniu milhares de pessoas, junto da Assembleia da República, no dia 29 de Novembro, a marcar a condenação da proposta de Orçamento do Estado para 2024, nesse dia em votação no hemiciclo.
Na resolução, aprovada no final do protesto, insiste-se na «necessidade de resposta imediata às justas e urgentes reivindicações dos trabalhadores», começando por: «aumento dos salários para todos os trabalhadores em, pelo menos, 15 por cento, não inferior a 150 euros»;«valorização das carreiras e profissões» e «fixação do salário mínimo nacional nos 910 euros, a 1 de Janeiro de 2024, atingindo os mil euros durante o ano».
Ficou assumido«o compromisso de, durante o mês de Dezembro, realizar acções distritais de denúncia pública das desigualdades e injustiças sociais que, nesta altura do ano, assumem ainda maior destaque». Essas iniciativas, que se somam à restante acção sindical, servirão igualmente para exigir «resposta às justas reivindicações dos trabalhadores, reformados, pensionistas e outras camadas da população, nomeadamente: o aumento significativo dos salários e pensões, contra o aumento do custo de vida, investimento nos serviços públicos e funções sociais do Estado, garantia do direito à saúde, à educação e à habitação».
Voto como forma de luta
«O voto é também uma forma de luta, porque aquilo que se passa em cada empresa e em cada local de trabalho, aquilo que se passa na nossa vida e determina o nosso dia-a-dia não pode ser desligado da relação de forças na Assembleia da República», assinalou Isabel Camarinha.
Perante novas eleições, a 10 de Março,«impõe-se ao movimento sindical, na sua acção junto dos trabalhadores, dizer a verdade, esclarecer e mobilizar para levar a luta ao voto», realçou a Secretária-Geral da CGTP-IN, sublinhando que «na Assembleia da República têm de estar mais deputados comprometidos com os interesses dos trabalhadores, comprometidos com os valores e conquistas de Abril, comprometidos com o desenvolvimento do País».
Antes de Isabel Camarinha interveio Gonçalo Paixão, dirigente da Interjovem.
Na concentração participou uma delegação do PCP, da qual fez parte o Secretário-Geral, Paulo Raimundo.