Resultados animam continuação das lutas
A Matutano (Grupo Pepsico), com fábrica no Carregado (Alenquer), foi condenada pelo Tribunal Judicial da Comarca Lisboa Norte a alterar os horários e turnos de laboração contínua, que implementou ilegalmente em Agosto de 2019, revelou o STIAC/CGTP-IN, no dia 22. A sentença, conhecida nessa quarta-feira, acrescenta que, na mudança de cada turno, tenha lugar o gozo de dois dias de descanso semanal consecutivos e que estes coincidam com o sábado e o domingo a cada quatro semanas.
O sindicato, congratulando-se por ter sido reconhecida a razão dos trabalhadores, lembrou que a filial da multinacional «implementou este regime, provocando um mal-estar geral», expresso em duas greves, em 2019, plenários, abaixo-assinados, duas providências cautelares e, por fim, uma acção em tribunal.
«Constantemente», a Matutano penaliza os trabalhadores em matérias como a contabilização dos dias de nojo, os horários de trabalho e os descansos semanais, acusou o STIAC, na nota de imprensa de dia 22.
A Science4you teve de reintegrar uma trabalhadora que despedira ilegalmente, invocando que o seu contrato precário tinha chegado ao fim, informou o CESP/CGTP-IN, no final de Outubro. O sindicato acompanhou o caso e concluiu que, afinal, o contrato já era efectivo. Foi possível regularizar também a situação de outros trabalhadores da Science4you em situação semelhante.
É ilegal impedir trabalhadores de irem à casa-de-banho, tal como a marcação de faltas injustificadas, no centro de contacto da Segurança Social, em Castelo Branco, concessionado há cerca de um ano à empresa de trabalho temporário Reditus.
A informação de que a Autoridade para as Condições do Trabalho deu razão aos trabalhadores foi dada pelo SINTTAV, no dia 24, anunciando um plenário para dia 4 de Dezembro, na Casa Sindical do distrito. A Reditus deve ainda corrigir as folhas de ponto em papel (obsoletas) e o trabalho suplementar deve ser pago.
No dia 13, vencendo pressões e ameaças, os trabalhadores fizeram greve, exigindo da empresa que atenda as reivindicações de aumentos salariais e do subsídio de refeição e melhoria das condições laborais.
Mostrar indignação já deu resultado na EDP – comentou a FIEQUIMETAL/CGTP-IN, no dia 22, uma vez que a administração do grupo voltou a convocar os sindicatos para debater problemas criados com a não valorização das carreiras e da progressão profissional, em especial na E-Redes, mas também noutras empresas. Na véspera, numa reunião mediada pela DGERT (Ministério do Trabalho) no âmbito da convocação de uma greve às horas extra, no mês de Dezembro, a federação recusou adiar a luta e não aceitou os serviços mínimos pretendidos pela administração. A todos os trabalhadores, foi feito apelo a que se unam em torno da defesa do que é seu por direito e participem nos plenários dos dias seguintes.