Congresso da US Lisboa perspectiva mais força à organização e à luta

A estrutura distrital da CGTP-IN em Lisboa reafirmou a prioridade à acção e intervenção nos locais de trabalho, em torno dos problemas concretos e dos anseios dos trabalhadores.

Mereceu especial atenção o reforço das delegações sindicais

«O caminho para resistir e avançar não pode ser outro senão aquele que sempre deu provas», como se afirma no Programa de Acção para 2023-2027, aprovado no 13.º Congresso da União dos Sindicatos de Lisboa (USL/CGTP-IN), que se realizou nos dias 17 e 18. Há que «centrar a nossa capacidade de acção e intervenção nos locais de trabalho, na resposta aos problemas concretos, nos anseios e aspirações dos trabalhadores, articulada com a luta por uma política alternativa e uma sociedade mais justa».

Sob o lema «Mais Força, Acção e Luta! Com os Trabalhadores, Construir o Futuro», o Congresso decorreu durante a manhã e a tarde de sexta-feira e a manhã de sábado, no Fórum Lisboa, com a participação de 245 delegados de 35 organizações (31 sindicatos, duas delegações e uma União local, e ainda a Interjovem e a Inter-Reformados). A preparação começou em Abril, como lembrou Libério Domingues, na intervenção de abertura. O coordenador (cessante) da USL e membro da Comissão Executiva da CGTP-IN assinalou que essa preparação decorreu «em simultâneo com o desenvolvimento da luta por melhores condições de trabalho e de vida».

Foi vigorosamente saudada, ao fim da manhã do dia 17, a intervenção do embaixador da Palestina, Nabil Abuznaid. Aqui e em vários outros momentos foi exigido o fim imediato dos ataques israelitas na Faixa de Gaza e foi manifestada total solidariedade com o povo e os trabalhadores palestinianos.

Na análise da acção da USL desde 2019, foi destacada a resposta aos problemas colocados pela COVID-19, agravados pelas tentativas patronais de tirar proveitos da epidemia e das medidas para a combater. No Relatório de Actividades assinala-se ainda o avanço, embora aquém dos objectivos traçados, na intervenção conjunta de vários sindicatos, com duas dezenas de iniciativasem pólos industriais e de serviços.

Aumento geral dos salários
À cabeça dos objectivos reivindicativos centrais para o próximo mandato, a USL coloca a exigência de aumento geral dos salários e de«uma política de avanço social que aposte na valorização do trabalho».

Para «desenvolver e intensificar a luta dos trabalhadores», é necessário «reforçar a organização, a acção e intervenção sindical». Será dada especial atenção à descentralização e ao reforço das delegações sindicais locais e da União Sindical da Zona Oeste do distrito, na linha do decidido há um ano, num encontro sobre a matéria.

Nos próximos quatro anos, a USL e os sindicatos pretendem sindicalizar 35 mil trabalhadores e eleger 2000 delegados sindicais e 500 representantes para a Segurança e Saúde no Trabalho.

No Congresso foi eleita a Direcção Distrital da USL, com posse marcada para 12 de Dezembro, na Casa do Alentejo, em Lisboa. O órgão dirigente integra 44 membros, 16 dos quais (36 por cento) pela primeira vez. Nele estão representados 26 sindicatos.

No encerramento do Congresso, dia 18, intervieram João Coelho (em nome da Direcção eleita) e Isabel Camarinha. A Secretária-Geral da CGTP-IN, realçando a importância do prosseguimento da luta no novo contexto político, apelou à mobilização para a concentração de dia 29, quando será votada a proposta de Orçamento do Estado.

 



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