Vigília uniu Setúbal, Sesimbra e Palmela
Numa iniciativa convocada pelo Fórum Intermunicipal de Saúde, que contou com intervenções dos presidentes das câmaras municipais de Setúbal, Palmela e Sesimbra, do bispo de Setúbal, D. Américo Aguiar, de médicos, enfermeiros e representantes de ordens profissionais e sindicais, bem como com as actuações de A Garota Não e Sérgio Miendes, Rui David, Tio Rex e Celina da Piedade, decorreu, dia 18, à porta do Hospital de São Bernardo, em Setúbal, uma vigília em defesa do SNS.
De acordo com informação divulgada pela Câmara Municipal de Setúbal, a iniciativa juntou centenas de pessoas na reivindicação do funcionamento pleno da unidade hospitalar e dos centros de saúde, tendo o presidente da autarquia sadina recordado que, há cerca de um ano, o Ministério da Saúde garantiu aos presidentes das câmaras de Setúbal, Sesimbra e Palmela que os «encerramentos programados nas urgências do Hospital de São Bernardo» durariam apenas «três meses» e «com o objectivo de ultrapassar as dificuldades (...) e controlar um pouco a situação».
Ora, a realidade de hoje é que «o hospital tem vindo a degradar-se progressivamente», denunciou André Martins, para quem «este é um grito de alerta para reivindicar que o Governo assuma as suas responsabilidades».
No mesmo sentido, o presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Francisco Jesus, salientou que «o que verificamos é que mesmo nos períodos em que deviam estar abertas, as Urgências de Obstetrícia, de Pediatria e Geral não têm condições para receber mais doentes», aproveitando a ocasião para frisar que se não fossem os profissionais de Saúde, «o SNS estaria em pior situação», ao passo que o edil de Palmela, Álvaro Amaro, considerou de «insustentável» a incerteza acerca de qual dos serviços e em que hospital se encontram em funcionamento.