Balanço para a luta que fará de Lisboa uma cidade diferente

«Somos em Lisboa a grande força de oposição e de alternativa», afirmou, quinta-feira, o vereador João Ferreira no presta contas da intervenção da CDU na cidade, que contou com a presença do Secretário-Geral do PCP.

CDU é a grande força de oposição à gestão PSD-CDS

«Fomos, somos e queremos ser, cada vez mais, um amplo espaço de convergência na luta pelo direito à cidade», onde «a habitação, o trabalho, o espaço público, os transportes, o ambiente, a saúde, a educação, a cultura e o lazer se conjugam de forma harmoniosa para assegurar o bem-estar de todos», destacou o eleito nas listas da CDU, uma «força capaz de abrir caminho a uma governação democrática da cidade», porque «reúne um saber de experiência feito; o conhecimento que resulta de uma profunda ligação à vida; e a sensibilização de quem sabe ouvir as populações e com elas construir soluções».

Na iniciativa realizada no Largo José Saramago, exactamente no dia em que se assinalaram 101 anos do nascimento do escritor comunista, um dos problemas denunciados foi o da habitação. «Se a situação já era grave em 2021, hoje mais grave se tornou», frisou João Ferreira, acusando Carlos Moedas, presidente do município, de ter travado «projectos municipais de construção de habitação para arrendamento a custos acessíveis», como o Programa de Arrendamento a Custos Acessíveis do Alto do Restelo, que a CDU ajudou a construir. Porque «não podemos perder mais tempo», o vereador anunciou que o PCP vai avançar com uma proposta para que aquele projecto seja «finalmente concretizado nos exactos moldes que foram definidos há dois anos, depois de ouvidas as populações»: 460 fogos de habitação a rendas acessíveis, com diversos equipamentos na envolvente, escolas, creches e melhor serviço de transportes públicos. Avançou ainda com propostas para a habitação a preços acessíveis, como «acelerar a recuperação daquilo que é património municipal».

Sem respostas
Cláudia Madeira, do Partido Ecologista «Os Verdes» e eleita na Assembleia Municipal de Lisboa, referiu que «a oferta da Carris está longe de dar resposta às necessidades» e que o Metro «avança com projectos contra tudo e contra todos», como aconteceu com a Linha Circular e está a ser com o prolongamento da Linha Vermelha. Por outro lado, acrescentou, nada foi feito«em termos de estacionamento e de trânsito» e «o aeroporto e a poluição dos cruzeiros continuam a ser problemas por resolver».

Defender o Poder Local
Paulo Raimundo, Secretário-Geral do PCP, valorizou a importância da iniciativa, desenvolvida «no meio de uma crise política que nos levará a eleições antecipadas em Março». Por isso, «o que vai contar e ser determinante é até onde vai o reforço da CDU», a «força que defende o Poder Local Democrático e a proximidade dos eleitos às populações, com provas dadas em todo o País e também aqui, de forma expressiva, na cidade de Lisboa», destacou, assegurando: «Foi assim e é assim em todos os momentos, quer em maioria, quer em minoria».

Sobre os problemas que se agravam na cidade de Lisboa, reforçou que «vêm do tempo da gestão PS, como a transparência de competências para o município e para as freguesias, o desmantelamento de serviços municipais e a liberalização dos solos e o favorecimento da especulação imobiliária». «Questões que PSD/CDS não só não resolveram como acentuaram e acrescentaram a sua marca das desigualdades sociais», bem visível «quando devolvem, e ainda vão devolver mais, dezenas de milhões de euros em IRS às famílias mais ricas da cidade, quando aquilo que se exigia e se necessitava era que esses recursos financeiros fossem investidos na habitação municipal, na cultura ou nos apoios sociais», apontou. Com Paulo Raimundo esteve Ricardo Costa, da Comissão Política do PCP.

 

João Ferreira: «Pelo segundo ano consecutivo, o orçamento da Câmara Municipal de Lisboa irá elevar-se acima dos 1300 milhões de euros, com mais de 500 milhões de euros financiados pelo PRR. São recursos substanciais que contrastam com o pouco que tem sido feito. Uma inoperância que é mal disfarçada com propaganda enganosa»

Cláudia Madeira: «Propusemos o reforço dos serviços públicos, a contratação de mais trabalhadores, medidas sustentáveis para a mobilidade suave, a integração do Serviço Especial de Mobilidade Reduzida no Passe Navegante, o alargamento da gratuitidade dos transportes colectivos, a requalificação do Complexo Desportivo do Casal Vistoso e de várias escolas, uma Rede Municipal de Alojamento Universitário»



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