«Vida Justa» saiu à rua em Lisboa
No sábado, 21, milhares de pessoas participaram numa manifestação em Lisboa em defesa de melhores condições de vida. «A crise aumenta, o povo não aguenta», «Combater a desigualdade social e económica» e «Fartos de escolher – pagar renda ou comer», foram algumas das mensagens, em faixas e cartazes, que desfilaram entre o Rossio e a Assembleia da República, entre eles da Frente Anti-Racista. Ali também não faltaram bandeiras e mensagens de solidariedade com o povo palestiniano, com os participantes a cantar «Free Palestine».
Entre palavras de ordem como «Costa escuta, o bairro está em luta», «Estamos juntos, estamos fortes» e «Não somos otários – menos renda e mais salários», os problemas na habitação estiveram em grande evidência, com, por exemplo, os moradores do Vale da Amoreira, Moita, a protestarem contra o fecho das casas devolutas do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).
Numa manifestação cuja base de mobilização partiu dos bairros populares da cidade e da Área Metropolitana de Lisboa, reclamou-se, igualmente, «transportes para todos» e o «aumento dos salários». «Sempre os mesmos bolsos vazios, com trabalhos precários. Sempre os mesmos, às 5h00, nos primeiros autocarros. Não é admissível que sejam sempre as classes mais pobres, as mais vulneráveis, a alavancar o capital que cresce à custa dos baixos salários», ouviu-se numa intervenção frente à AR.
Solidariedade do PCP
Muito saudada foi a presença na acção do Secretário-Geral do PCP, que expressou a solidariedade dos comunistas com aqueles que lutam pelo direito a uma vida melhor e justa, que todos têm direito, contra a injustiça e a desigualdade, contra a degradação das condições de vida, os baixos salários e as promessas vazias. Paulo Raimundo acusou o Governo de «falta de vontade política» para resolver os problemas do País, que são muitos, enquanto os grupos económicos concentram cada vez mais riqueza, e assegurou que o Partido vai apresentar propostas no quadro do Orçamento do Estadopara a habitação, a educação, a saúde e o custo de vida.