Encontro Nacional de CT pelo aprofundamento da luta

O 24.º Encontro Nacional de Comissões e Sub-comissões de Trabalhadores teve lugar em Setúbal, no dia 13, sexta-feira, sob o lema «Com os trabalhadores, em unidade, defender e conquistar direitos».

As 30 medidas da CIP ampliam o embuste e atacam a Segurança Social

Na Resolução do Encontro, aprovada por unanimidade, conclui-se que, «no actual momento, para os trabalhadores, pensionistas e reformados, população em geral, o aprofundamento da luta é o único caminho para uma resposta satisfatória às suas justas aspirações». Para esse objectivo, «as CT e o seu movimento, em convergência e cooperação com o movimento sindical unitário, assumem papel determinante».

No Auditório Charlot, reuniram-se 180 membros de 60 CT e sub-CT, provenientes de 11 distritos, numa iniciativa promovidas pelas comissões coordenadoras regionais de CT.

A Resolução resultou de uma discussão que contou com três dezenas de intervenções.

No final do Encontro, os representantes dos trabalhadores desfilaram, em manifestação, até ao Jardim do Bonfim.

 

Acção num momento complexo

O presente «quadro político e social, de grande complexidade e exigência para a intervenção das CT, na defesa dos interesses de classe dos trabalhadores» – assinala-se na Resolução – é «marcado pelo enorme aumento das desigualdades e pela falta de respostas aos problemas dos trabalhadores, do povo e do País, como resultado da política de direita, desenvolvida pelo Governo do PS, com o apoio de PSD, Chega, IL e PAN, em benefício do grande capital».

Mesmo assim, desde o anterior Encontro (21 de Outubro de 2022, em Lisboa) «os trabalhadores desenvolveram uma intensa acção reivindicativa a partir dos locais de trabalho, pontuada com diversos momentos de convergência, visando responder ao agravamento das suas condições de trabalho».

As lutas «desenvolveram-se também em torno da exigência de respostas positivas, que contrariem o caminho de degradação dos serviços públicos» (como a Saúde e a Educação), e «por uma Segurança Social ao serviço dos trabalhadores, pelo aumento das pensões e reformas, pelo acesso de todos a habitação condigna».

Observando que «a realidade veio confirmar a dimensão do embuste» do «Acordo de Médio Prazo» do ano passado, o qual, «mais uma vez, pretendeu condicionar o desenvolvimento da luta dos trabalhadores», considera-se que as 30 medidas propostas agora pela CIP são «a ampliação do embuste» e «um enorme ataque à Segurança Social». Por outro lado, os patrões, «com esta proposta, não conseguem esconder que têm os meios financeiros necessários para dar resposta positiva às justas exigências dos trabalhadores».

Na Resolução, ficou expresso o compromisso de «desenvolver nas empresas e junto de instituições, as lutas e outras acções» para assegurar um conjunto de 15 objectivos, a começar pelo aumento dos salários em 15 por cento, nunca inferior a 150 euros.

 



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