País precisa de uma política alternativa

Aumentos de salários e controlo e redução dos preços de bens e serviços essenciais são elementos fundamentais para inverter o rumo de empobrecimento do País indicado pelos dados económicos divulgados, no dia 31, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Dados divulgados pelo INE apontam um crescimento económico em desaceleração

«Segundo a estimativa hoje divulgada pelo INE, a evolução do Produto Interno Bruto – um crescimento 2,3 por cento no segundo trimestre em termos homólogos e uma variação nula em cadeia – traduz um crescimento da economia em desaceleração», assinalou João Ferreira, membro da Comissão Política do Comité Central, que proferiu a declaração do PCP sobre os dados económicos. De acordo com o dirigente, este crescimento fica «muito aquém das necessidades e possibilidades do País» e os dados reflectem «dificuldades e debilidades estruturais não resolvidas».

Em paralelo, os dados do INE apontam para uma inflação, em termos homólogos, de 3,1 por cento em Julho que, apesar de um abrandamento de 0,3 pontos percentuais face à registada no mês anterior, soma-se aos «aumentos de preços anteriores» que agravam as «dificuldades que vêm sendo sentidas por amplas camadas da população», como é o caso dos milhares de famílias que enfrentam os efeitos da persistente subida das taxas de juro. «O aumento dos custos com os empréstimos à habitação contrasta flagrantemente com os lucros agora anunciados pelos principais bancos», salientou ainda João Ferreira.

Em acção convergente com o poder económico, o Governo PS «tudo tem feito para recusar, por um lado, o aumento de salários e pensões e, por outro lado, o controlo e a redução dos preços de bens e serviços essenciais», elementos estes que são centrais da política alternativa que, como a evolução da realidade tem vindo a confirmar, o «País precisa e o PCP propõe».

«Esta política alternativa proposta pelo PCP visa corrigir as gritantes injustiças na distribuição do rendimento nacional, bem evidenciadas nos lucros que têm vindo a ser apresentados pelos principais grupos económicos, além de corrigir bloqueios e desequilíbrios que contribuem para a insuficiência de crescimento agora registada», acrescentou também o dirigente.

 

 



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