Equipamentos culturais de Coimbra têm de servir população

O PCP realizou, no dia 12, em Coimbra, uma conferência de imprensa a propósito da política cultural do município, onde reafirmou as suas propostas e posições sobre diversos equipamentos culturais municipais.

Equipamentos culturais não devem ser constrangimentos para a cidade

Foram os destinos, ou que deverão ser os destinos, de alguns dos equipamentos culturais do município de Coimbra que estiveram em destaque na conferência de imprensa. Presentes na iniciativa, Manuel Pires da Rocha, eleito na Assembleia Municipal e membro do sub-sector da cultura do sector intelectual de Coimbra do PCP, e Francisco Queirós, vereador comunista eleito na Câmara Municipal, falaram sobre a Casa da Escrita, o Convento de São Francisco, o Teatro Sousa Bastos e sobre o Programa Municipal de Apoio ao Ecossistema Cultural.

As críticas avançadas pelo PCP na conferência surgiram depois do presidente da Câmara ter manifestado a intenção de rebaptizar a Casa da Escrita, originalmente a casa do poeta João José Cachofel, na Casa da Cidadania da Língua – compromisso assumido «sem transparência e sem discussão pública, nas costas da cidade e dos eleitos». Para o Partido, a Casa da Escrita não deve ser considerada «redutora», e sim um espaço dedicado à «promoção da escrita, do livro e da leitura». Para isso, segundo uma nota de imprensa, o PCP propõe, entre outras medidas, que este equipamento municipal divulgue e garanta o acesso ao seu espólio, crie residências de criação literária de escritores com obra publicada e novos escritores, realize encontros entre escritores e leitores e que mantenha uma exposição permanente sobre a sua história e história do movimento neo-realista conimbricense.

Sobre o Convento de São Francisco, os comunistas lamentam que este não apresente ainda nenhuma programação, ao contrário das garantias dadas pelo município. «O mesmo é dizer: continuam por definir o modelo de gestão e a missão daquele equipamento municipal», lê-se na nota. No entender do Partido, qualquer modelo de gestão que venha a ser encontrado para o convento, tem de assegurar a natureza pública do financiamento e da gestão do espaço.

Já acerca do Teatro Sousa Bastos, apesar de favorável à posse administrativa do imóvel para que se possa avançar com a sua reabilitação, o PCP lembra que continua a ser «premente uma reflexão pública e uma discussão alargada sobre o que fazer desse espaço».

 



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