Agressão israelita a Jenin causou morte e destruição
Para além dos mortos e feridos que causou, as autoridades palestinianas de Jenin, na Cisjordânia ocupada denunciaram que o recente e brutal ataque israelita contra o campo de refugiados palestinianos aí instalado danificou 80 por cento das habitações e destruiu as redes de água, electricidade e telefones. Cerca de 15 mil pessoas vivem nessa localidade cisjordana, onde se estima que existam à volta de mil unidades habitacionais, entre casas e apartamentos.
As autoridades locais denunciaram ainda que esta «agressão bárbara» israelita causou enormes estragos. Dezenas de veículos foram danificados total ou parcialmente, assim como numerosas ruas. Perante essa situação, foi já iniciado o processo de reabilitação e reparação das infra-estruturas, em coordenação com a Agência das Nações Unidas para os refugiados da Palestina. Vários países, entre eles os Emiratos Árabes Unidos e a Argélia, doaram milhões de dólares para a reconstrução do campo de refugiados de Jenin.
Cerca de mil militares e 150 veículos blindados israelitas realizaram, nos dias 3 e 4, a maior operação militar na Cisjordânia dos últimos anos: 12 palestinianos morreram, cinco deles menores de idade, e mais de 140 ficaram feridos.
Mais de quatro mil
agressões em seis meses
As forças de segurança e os colonos israelitas levaram a cabo mais de quatro mil acções de violência contra o povo palestiniano ao longo da primeira metade deste ano, denunciou em Ramala a Comissão de Resistência ao Muro e aos Colonatos.
Num relatório, a entidade precisa que as agressões vão desde actos de vandalismo e invasão de propriedades até ao roubo de terras e ataques físicos. Do total, 952 ocorreram na província de Nablus, no norte da Cisjordânia, 553 no território vizinho de Jenin e 435 em Belém, tendo as restantes ocorrido noutras localidades.
A comissão alertou para o incremento das incursões e assaltos dos colonos israelitas contra aldeias palestinianas, entre as quais são citadas Hawara, Turmus Aya, Umm Safa, Urif, Qaryut e Deir Diwan. Nos primeiros seis meses deste ano, os colonos levaram a cabo 1148 ataques contra cidadãos palestinianos, os quais causaram a morte de oito pessoas.
Sobre os planos expansionistas de Telavive, o relatório afirma que o governo israelita estuda 75 projectos de ampliação ou de criação de novos colonatos em zonas palestinianas, uma política que é questionada, nomeadamente pela ONU. No total, o Governo israelita planeia construir ilegalmente até 13 mil novas unidades habitacionais para os colonos.
De Janeiro a Junho, revela o documento, Israel derrubou 303 estruturas palestinianas na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Além disso, os militares ou os colonos israelitas cortaram ou danificaram um total de 8340 árvores, a maioria delas oliveiras, em terrenos de palestinianos.