Reformados, pensionistas e idosos voltam a manifestar-se em todo o País

No dia 6 de Julho, a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos – MURPI vai estar em luta, na rua, em todo o País, para dar voz às reivindicações e problemas dos reformados.

Direito a um envelhecimento com qualidade de vida e com direitos

A decisão foi tomada pela Direcção Nacional do MURPI, que esteve reunida a 14 de Junho, em Lisboa, um ano após a realização do seu 10.º Congresso, tendo procedido a uma avaliação muito positiva da acção desta Confederação, marcada por uma intensa e diversificada actividade a nível nacional, para a qual tem sido decisivo a dedicação e empenho do vasto conjunto dos seus dirigentes, aos mais diversos níveis da sua estrutura.

Em nota de imprensa, o MURPI sublinha que «tem dado voz às mais profundas aspirações dos reformados, pensionistas e idosos, dando-lhes confiança nas razões de luta, por soluções que lhe assegurem o direito a envelhecer com qualidade de vida, com segurança e alegria». «Uma confiança assente num Programa de Acção que afirma soluções políticas estruturantes que rompem com uma concepção de envelhecimento que não defende, nem respeita, o direito a um envelhecimento com qualidade de vida e com direitos», assegura a Confederação, criticando a ausência de resposta do Governo. «Os reformados, pensionistas e idosos não podem calar as dificuldades quotidianas com que estão confrontados perante o aumento do custo de vida, cujos preços dos bens alimentares são o dobro da inflação registada», o que reafirma a justa exigência do MURPI de criação de «um cabaz de bens essenciais com controlo de preços, a par do prolongamento da vigência do IVA zero».

Aumento das pensões
Alerta-se também para o facto de as pensões estarem «longe do aumento mínimo de 60 euros» reclamado pela Confederação, defendendo ainda que o «aumento intercalar de 3,5 por cento a partir de Julho, decidido pelo Governo, seja pago de forma retroactiva a Janeiro deste ano e incorporado o seu valor no subsídio de férias e não adiado para Dezembro».

Outro dos problemas invocados prende-se com a «profunda injustiça» que os reformados, pensionistas e idosos assistem à «degradação» do Serviço Nacional de Saúde (SNS), quando este tem «um papel central na promoção de um envelhecimento saudável e para uma vida vivida com bem-estar físico e mental». Por isso, o MURPI exige um SNS que assegure a «igualdade de acesso a todos, independentemente da sua origem social, nível de rendimento ou zona onde viva».

Problemáticos são, igualmente, as listas de espera para acesso a um lar, as degradantes condições em que muitos vivem em lares ilegais e o número de idosos que se encontram nos hospitais, porque não têm para onde ir. Muitos poderiam viver nas suas casas se tivessem apoios para a realização da sua vida quotidiana. «É um problema antigo, que continua sem resolução», acusa o MURPI, que reitera a sua exigência de uma «rede pública de equipamentos sociais, a par de uma verdadeira Rede de Cuidados Continuados».

 



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