Porta a Porta denuncia mais um esbulho do BCE e concentra-se hoje em Lisboa
No dia (15 de Junho) em que o Banco Central Europeu (BCE) anunciou um novo aumento dos juros, o Porta a Porta – Casa para Todos, Movimento pelo Direito à habitação esteve em frente ao Banco de Portugal, na rua do Ouro, em Lisboa, e distribuiu folhetos a quem ali passava apelando à participação na concentração que hoje, 22, se realiza, às 18h00, na Praça Luís de Camões, em Lisboa. Iniciativas semelhantes têm acontecido, nos últimos dias, em várias localidades e concelhos.
Recorde-se que num espaço de onze meses, a taxa de juro subiu de 0 por cento para os 4 por cento. «Só em Portugal, a banca, no ano de 2022, teve mais de sete milhões de euros por dia de lucros – os maiores da história. As famílias pagam, com o produto do seu trabalho, os chorudos lucros da banca, enquanto ficam em situações de vida ainda mais precárias e injustas», acusa o Porta a Porta.
O movimento exige que o Governo e o Banco de Portugal coloquem a regressão das taxas de juro como uma necessidade imediata; o aumento dos salários, reformas e pensões; que o Governo coloque o banco público, a Caixa Geral de Depósitos, a disponibilizar créditos à habitação para a morada de família com spreads de 0,25 por cento e que garanta que nenhuma família veja as prestações mensais dos seus créditos subirem para valores acima dos 35 por cento dos rendimentos líquidos do agregado; o fim dos despejos sem alternativas de habitação digna.