Privatização da EFACEC lesa o País
Confrontado com a aprovação, por parte do Governo, da proposta da alemã Mutares para a privatização da EFACEC, anunciada pelo ministro da Economia, António Costa Silva, o PCP expressou a sua «total oposição».
Em declarações na Assembleia da República, nesse mesmo dia 7, a presidente di Grupo Parlamentar, Paula Santos, sublinhou que «a EFACEC é uma empresa importante para o desenvolvimento do nosso país» e para «a nossa soberania», justificando-o com o seu carácter «estratégico» para sectores igualmente centrais que vão «dos transportes à tecnologia, investigação ou energia».
Por isso, disse ainda a também membro da Comissão Política do Partido, «não podemos aceitar que depois de se ter investido recursos públicos na empresa, o Governo decida a sua entrega a um fundo alemão, que beneficiará com as suas potencialidades».
O PCP considera a EFACEC como parte inalienável de «um conjunto de empresas fundamentais para o desenvolvimento económico», pelo que defende o seu controlo público, realçou ainda Paula Santos,
Ao anunciar a entrega da EFACEC à referida empresa alemã, o ministro da Economia assegurou que a proposta foi «meticulosamente analisada», o que, no seu entender, garante «conforto» quanto ao futuro e manutenção da Efacec enquanto «um grande projecto industrial e tecnológico».
De acordo com a Lusa, António Costa Silva frisou que a Mutares tem no seu «core business» (negócio principal) apostar em empresas em dificuldades, calculando em 75 o número de operações deste tipo realizadas pela holding alemã com o que quelaificou de «elevado sucesso».
Não esclareceu, porém, a razão pela qual a Mutares detém no seu portefólio pouco mais de dez por cento daquele número de empresas nem quantas liquidou ou vendeu depois de as ter adquirido.