Síria denuncia conivência entre israelitas e terroristas
Aumentaram os ataques israelitas contra a Síria e Damasco denuncia a conivência entre Telavive e grupos terroristas. A China, entretanto, reafirma que continuará a apoiar a Síria «com palavras e actos».
Telavive pretende prolongar a guerra de agressão à Síria e esgotar os recursos do povo sírio
Lusa
As acções criminosas de Israel e do denominado «Estado Islâmico» (Daesh, em árabe) mostram que são duas caras da mesma moeda, denunciou o representante da Síria na ONU, Bassam Sabbagh.
A escalada de agressões de Telavive contra o território sírio e a sua coincidência com os ataques do Daesh evidenciam não só coordenação prévia mas também similitudes nas suas acções, afirmou o diplomata numa intervenção na sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas dedicada às questões políticas e humanitárias na Síria.
Sabbagh especificou que esta escalada ocorre quando o povo sírio luta para superar a difícil situação humanitária resultante do devastador terramoto que atingiu o país em Fevereiro.
Os bombardeamentos israelitas danificaram edifícios residenciais, aeroportos civis e infra-estruturas em Damasco e arredores, na região Sul, em Alepo e Homs, e causaram a morte de civis e a ocorrência de graves prejuízos materiais, explicou o embaixador.
O diplomata qualificou de terrorismo económico e castigo colectivo a continuação das ilegais medidas coercivas unilaterais impostas por Washington e aliados, as quais impedem a melhoria da situação humanitária e a satisfação das necessidades básicas dos sírios.
E aclarou que o objectivo, tanto de Telavive como do Daesh, é prolongar a guerra, esgotar os recursos e riquezas do povo sírio e agudizar o seu sofrimento. Por outro lado, condenou a presença e actuação ilegal das forças norte-americanas presentes no Noroeste do país, em especial no saque dos recursos e riquezas dos sírios.
A Síria tem denunciado repetidas vezes que os Estados Unidos da América agem da mesma maneira que piratas e bandidos ao pilhar as riquezas naturais do país. As tropas norte-americanas intensificaram o saque e contrabando de petróleo sírio para o Iraque e depois para a Turquia, em «actos de banditismo» que violam o direito internacional. Dos 80 mil barris diários de crude que a Síria produz actualmente (antes da guerra, em 2011, eram 380 mil), 66 mil são saqueados pelas tropas dos EUA e por bandos terroristas.
China apoia Síria «com palavras e actos»
Pequim mantém o seu apoio à Síria com palavras e actos, afirmou em Damasco o enviado do governo chinês para o Médio Oriente, Zhai Jun, durante um encontro com o presidente Bashar-al Assad.
A China continuará a respaldar a batalha da Síria contra a hegemonia, o terrorismo e a ingerência externa, considerando que este apoio é em defesa da verdade e da justiça, sublinhou o enviado chinês, que qualificou como acontecimento positivo a aproximação da Síria a outros países árabes.
Segundo Zhai Jun, a China encara as relações com a Síria a partir de uma perspectiva estratégica e no quadro de uma visão integral da região. Indicou que o seu país considera a vitória lograda pelo povo sírio na sua batalha contra o terrorismo uma vitória de todos os países que defendem a sua soberania e dignidade.
Do seu lado, o presidente Bashar-al Assad assinalou que o mundo inteiro necessita do papel vital da China e da sua presença política e económica para reequilibrar a situação global. Em sua opinião, a mudança positiva mais importante no mundo, hoje, é o peso chinês, que aumenta de maneira tranquila e equilibrada. Esse papel representa um novo modelo político, económico e cultural, em particular porque se baseia no princípio de lograr estabilidade, paz e benefícios para todos, assegurou.