Concentração em Lisboa pelo aumento das pensões
Quando se debatia a petição «Repor o poder de compra das pensões de reforma», centenas de reformados concentraram-se, no dia 12 de Abril, junto à Assembleia da República (AR) e exigiram um aumento mínimo de 60 euros para todas as pensões.
Reformados e pensionistas estão em luta
A discussão da petição – com mais de 10 mil assinaturas – coincidiu com a apresentação das propostas do PCP para o aumento intercalar das reformas e pensões e a actualização anual das pensões a todos os reformados e pensionistas com pensões iniciadas a partir de 1 de Janeiro de 2022 (ver pag. 21).
Lá fora, junto às escadarias da AR, o protesto promovido pela Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos – MURPI e pela Inter-Reformados/CGTP-IN (que também apoiaram a petição) contou com a presença de Manuel Loff, deputado do PCP.
À Lusa, Isabel Gomes, presidente do MURPI, adiantou que a concentração surgiu devido à perda do poder de compra dos reformados, que sentem cada vez mais dificuldades em adquirir bens alimentares, pagar a electricidade, bem como a renda da casa.
Além do aumento de 60 euros para todas as pensões, o MURPI e a Inter-Reformados/CGTP-IN reclamam, entre outras medidas, o direito à reforma aos 65 anos de idade ou aos 40 anos e mais anos de contribuições à Segurança Social; a actualização das pensões para quem sem reformou em 2022; a abolição do factor de sustentabilidade em todas as situações de reforma; investimento nos cuidados de saúde primários e nas consultas de especialidade do Serviço Nacional de Saúde.
É pouco
Sobre o aumento de 3,57 por cento nas pensões, anunciado segunda-feira por António Costa, no final de um Conselho de Ministros extraordinário, o MURPI considera que «resulta da luta» contra o aumento do custo de vida, mas «é pouco». Importa ainda esclarecer se «serão abrangidos os que se reformaram em 2022».
Para esta Confederação, «o valor mínimo de 60 euros para todas as pensões seria o mais adequado para dar resposta às carências com que se debatem os reformados», pela qual se vão continuar a bater, bem como pela «criação de um cabaz de compras de alimentos e outros bens essenciais a preços baixos e estáveis».