Deputada do PCP no PE contacta realidade algarvia
Sandra Pereira, eleita comunista no Parlamento Europeu (PE), esteve nos dias 23, 24 e 25 no Algarve, num périplo em que contactou problemas e aspirações e avançou respostas.
Sandra Pereira esteve no Algarve quando se agravam as dificuldades
A deputada do PCP visitou a região numa altura em que as dificuldades dos trabalhadores e da generalidade do povo para fazer face ao aumento do custo de vida são enormes, em que se redobra a necessidade de defender os serviços públicos e os seus profissionais, em que urge conhecer os problemas e mobilizar os pequenos e médios produtores e criadores.
Sandra Pereira fez o trajecto de comboio entre Tavira e Faro, aproveitando a oportunidade para falar com utentes, entre os quais muitos trabalhadores e estudantes, e dar a conhecer propostas do PCP para a ferrovia na região, designadamente quanto à necessidade de avançar rumo à progressiva gratuitidade do serviço, aperfeiçoar a intermodalidade da bilhética e a organização da rede, concretizar intervenções de modernização e electrificação e valorizar as carreiras e profissões do sector.
Já na reunião com a Associação Cultural Corpo de Hoje, a eleita comunista constatou o subfinanciamento e as dificuldade de acesso a apoios públicos por parte das estruturas culturais, reafirmando a posição do Partido de uma política pública de cultura que proporcione estabilidade a agentes, criadores, profissionais, estruturas e projectos, não os deixando na dependência de concursos.
Com mariscadores e viveiristas da Ria Formosa, Sandra Pereira procurou compreender as causas da elevada mortalidade que se regista recentemente nalgumas culturas para perceber que ajudas e medidas de emergência podem ser mobilizadas, enquanto que em visita ao Centro de Medicina de Reabilitação do Sul, a deputada no PE ficou a conhecer os principais problemas com que a instituição se depara, da falta de profissionais especializados à escassez de ajudas técnicas, ficando, mais uma vez, a nu as consequências do subfinanciamento crónico do Serviço Nacional de Saúde.
De políticas liquidacionistas para favorecer o negócio dos privados queixam-se, igualmente, os membros da comunidade escolar. Sandra Pereira contactou com professores, educadores e pais e confirmou que a defesa da escola pública passa por implementar medidas como a valorização dos seus profissionais, nos rendimentos, carreiras e estabilidade dos vínculos, por reduzir número de alunos por turma e dotar as instituições de condições para exibirem elevados padrões de qualidade no ensino e aprendizagens para todos.
Além das iniciativas referidas, Sandra Pereira contactou, ainda, com trabalhadores da empresa municipal FAGAR, do Hotel Pine Cliffs e do Hospital de Portimão (tendo, igualmente, reunido com a sua administração), com trabalhadores de plataformas digitais, com motoristas da EVA e Próximo, com regantes e beneficiários do Alvor, com a comerciantes, população e bombeiros de Silves.