Unidos e em greve
Os trabalhadores da Solverde, do Hotel Casino de Chaves, fizeram greve nos dias 13 e 14, com uma adesão de 100 por cento no jogo bancado, o que provocou o encerramento de todas as bancas de jogo.
Como recordou o Sindicato da Hotelaria do Norte, a Solverde «paga o salário mínimo nacional à esmagadora maioria dos trabalhadores e, ao contrário de outras concessionárias de jogo, não paga subsídio nocturno nem subsídio de turno» aos trabalhadores em condições de os auferirem.
Houve cedência patronal apenas no pagamento dos feriados com um acréscimo de 200 por cento. O sindicato da Fesaht/CGTP-IN marcou nova greve (a 18.ª em nove meses) para este sábado, 21, dia do 15.º aniversário do Casino de Chaves.
No dia 11, quarta-feira, fizeram greve os trabalhadores da Fima-Olá, por aumentos salariais relativos a 2022 e 2023, com grande adesão. Durante a luta, um piquete e outros trabalhadores concentraram-se, em frente ao Oceanário de Lisboa (concessionado ao Grupo Jerónimo Martins, proprietário do complexo fabril, em Santa Iria de Azóia, que produz gelados Olá e produtos Knorr).
O SITE CSRA assinalou que, nos últimos 15 anos, os trabalhadores perderam poder de compra, devido ao congelamento de salários. Em 2022, a Unilever lucrou dezenas de milhares de milhões de euros. O sindicato da Fiequimetal/CGTP-IN nota que «os trabalhadores sentem o peso destes lucros, não nos seus bolsos, mas na carga de trabalho», com subida do volume de produção.