Travar o aumento do custo de vida
A Confederação MURPI está preocupada com o aumento da pobreza entre a população idosa e a privação do acesso a bens alimentares essenciais a uma alimentação adequada e ao pagamento de primeiras necessidades.
«Estamos atentos e defendemos os nossos direitos»
«A erradicação da pobreza entre os idosos e a garantia do direito à segurança económica é uma exigência da Constituição da República Portuguesa que se concretiza pela valorização das pensões», acentua o MURPI em nota enviada ao Avante! no dia 4 de Janeiro, onde recorda a sua exigência de «aumento extraordinário mínimo de 60 euros em todas as pensões», para «dar resposta à grave situação económica em que vivem milhares de reformados».
Segundo os reformados, pensionistas e idosos o «aumento do custo de vida é resultante da progressão da inflação e da opção do Governo em seguir as orientações do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia, não cumprindo a lei» e «procurando-nos enganar com suplementos, meias pensões e o aumento exíguo destas».
Cabaz de bens essenciais
Neste sentido, o MURPI afirma que «é imperioso travar o custo de vida, criando um cabaz de bens essenciais, com a fixação de preços», com produtos alimentares (pão, leite, carne, ovos, legumes e fruta) e serviços essenciais (electricidade, gás, água e habitação). «É escandalosa a acumulação de lucros pelos grandes distribuidores de produtos alimentares à custa de baixos salários e à imposição de preços baixos na aquisição de bens alimentares aos pequenos e médios agricultores», considera a Confederação.
Apela-se, por isso, a todos os reformados, pensionistas e idosos que subscrevam a petição «Repor o poder de compra das pensões».