Militares e polícias por justiça salarial
Várias centenas de militares das Forças Armadas e profissionais das forças de segurança reuniram-se na tarde de sábado, dia 19, junto da residência oficial do primeiro-ministro, respondendo ao apelo conjunto da ASPP/PSP, da APG/GNR e das associações profissionais de militares (AOFA, ANS e AP), que teve depois o apoio da Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança.
Os motivos do protesto foram explicados num ofício que as cinco organizações promotoras pretendiam entregar na residência oficial do primeiro-ministro, onde ninguém abriu a porta. No documento, posteriormente remetido por correio, assinala-se a «necessidade de inverter estas inoportunas e danosas políticas», de «não valorização salarial», «não consagração de uma efectiva negociação colectiva salarial com os militares das Forças Armadas» e «não consagração de uma política de real e efectiva negociação salarial com as estruturas representativas das forças de segurança».