PCP teme «confusão» e agravamento no SNS
O PCP prevê que «com a criação da Direcção Executiva do Serviço Nacional de Saúde se instale a confusão de competências atribuídas a outras estruturas, como é o caso da ACSS», e tem «fundadas razões» para temer que a criação da nova estrutura signifique «mais um instrumento de agravamento do já difícil acesso da população aos cuidados de saúde».
A posição do Partido acerca da designação do médico Fernando Araújo, presidente do Centro Hospitalar Universitário de São João desde Abril de 2019, para o novo cargo de director-executivo do SNS, foi expressa por João Dias. O deputado comunista na Assembleia da República manifestou ainda outras «reservas» relativamente à criação da Direcção Executiva do SNS, designadamente quanto à falta de vontade política em resolver muitos dos problemas que o sistema público enfrenta, desde logo «a necessidade de valorizar os seus profissionais com carreiras e salários justos, com melhores condições de trabalho».
Outro dos aspectos que preocupam o PCP prende-se com o facto de que, «enquanto as unidades de saúde e os nossos hospitais continuam a ser estrangulados pelo Ministério das Finanças, que não lhes dá a autonomia necessária para contratar profissionais e fazer os investimentos necessários, esta Direcção Executiva tem toda a autonomia para contratar com os privados os cuidados que deveriam ser prestados dentro do SNS», disse também João Dias.