Um mês em acções nas ruas para «dar a volta» nos Correios
Até 17 de Setembro, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações está a promover «acções de contacto e denúncia» nas capitais de distrito, sobre a grave situação nos CTT.
Faltam nos CTT mais de 750 carteiros e 250 técnicos nos balcões
Com faixas, bandeiras e amplificação sonora, dirigentes do SNTCT e outros trabalhadores dos CTT instalam os pontos de protesto em locais centrais das cidades, normalmente junto de estações dos Correios. Aos transeuntes é distribuído um postal, contacto que propicia a conversa entre trabalhadores e utentes, sobre os efeitos de uma política que prejudica uns e outros.
Numa nota de imprensa, o sindicato da Fectrans/CGTP-IN destaca o objectivo de «dar a volta nos CTT Correios e parar a destruição do que deles resta do bom que foram», detalhado em meia-dúzia de pontos reivindicativos. Da gestão privada dos CTT, o SNTCT exige:
– Repor a prestação de um serviço público postal de qualidade, vergonhosamente degradado na preparação da privatização e após a concretização desta;
– Prover trabalhadores em número suficiente nas ruas e nos balcões, num momento em que faltam, a nível nacional, mais de 750 carteiros e 250 técnicos nos balcões;
– Providenciar melhores condições de trabalho para todos os trabalhadores, em especial para os que dão diariamente a cara pela empresa, na distribuição e no atendimento, sujeitos à «lei da rolha»;
– Negociar e pagar salários que respeitem a qualificação profissional de trabalhadores qualificados e altamente qualificados, aos quais foi aplicado, sem o acordo de qualquer sindicato, um aumento de 7,50 euros;
– Acabar com a lamúria de que não tem quem queira trabalhar nos CTT, porque oferece trabalho aos jovens só para o Verão e, mesmo assim, para uma ou duas semanas de trabalho, quando não dois ou três dias;
– Acabar com as pressões com que vem tentando menorizar trabalhadores com carreiras longas, para os levar a despedirem-se ou aposentarem-se antecipadamente com graves penalizações.
No dia 16, realizaram-se acções em Leiria e em Santarém. Seguiram-se Portalegre e Santarém (dia 17), Évora e Beja (dia 18), Porto (dia 22) e Braga (dia 23). Estavam anunciadas iniciativas em Viana do Castelo (ontem), Vila Real (hoje) e Bragança (amanhã, dia 26, durante a manhã). O sindicato pretende levar o protesto a todas as capitais dos distritos e às regiões autónomas.