MURPI contra encerramentosnos CTT
«Os reformados, pensionistas e idosos são os que mais sofrem com o encerramento das estações dos CTT», salienta o MURPI, que reclama do Governo a reversão da privatização dos Correios.
Aplicação de critérios meramente economicistas
Desde «a privatização dos CTT, com a conivência dos governos do PSD/CDS e do PS», assiste-se «à degradação» deste serviço público «às populações, que se vêem privadas no acesso e na qualidade de serviços prestados», acusa a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos – MURPI, em nota divulgada no dia 26 de Julho.
Como se salienta no documento, os reformados, pensionistas e idosos «são os que mais sofrem» com o encerramento das estações dos CTT, cada vez em menor número. Motivo de grande preocupação é, também, o preço e a inexistência de transportes públicos para se puder levantar a pensão de reforma, bem como «a demora no atendimento» das estações, por causa da «redução do número de trabalhadores», e os «atrasos na distribuição da correspondência».
Tudo isto por causa «daaplicação de critérios meramente economicistas que não têm em conta a obrigação contratual de prestação de serviço público de qualidade e de proximidade», acrescenta a Confederação, lembrando que esta situação, «além do prejuízo que causa à população em geral e aos idosos em particular, «com menos autonomia e mobilidade», contribui «para o agravamento do isolamento social, o despovoamento dos centros hitóricos e de territórios de baixa densidade demográfica».
Neste contexto, o MURPI exige do Governo que «tome medidas» junto do Conselho de Administração dos CTT, obrigando-o «ao cumprimento das cláusulas contratuais, de modo a prevenir e a corrigir as anomalias» e, se necessário, proceda ao «processo de reversão da privatização» dos Correios.