Como estão no PCP Francisco e Madalena
Francisco Jesus começou este ano a estudar Engenharia Electrotécnica. Acumula os estudos com a militância no PCP, ao qual chegou há cerca de oito meses. Num Partido audaz e no qual os seus membros têm todos iguais direitos e deveres, independentemente do percurso e anos de militância, não é estranho que Jesus integre já a Comissão de Freguesia de Mafamude, concelhia de Vila Nova de Gaia.
De resto, é também em Vila Nova de Gaia que este jovem de 23 anos desenvolve tarefas na Juventude Comunista Portuguesa, já que acompanha o concelho no executivo regional da organização revolucionária da juventude portuguesa.
ÀJCP aderiu há mais tempo, aproximadamente um ano e meio. O impulso foi sentido após a candidatura de João Ferreira à Presidência da República, mas Franciscogarante que acumula já vasta vivência da luta de classes.
Filho de uma operária fabril cujo patrão faliu a empresa deixando os trabalhadores sem emprego nem indemnização, relata que o seu processo de consciencialização política foi lento, mas ininterrupto.
Francisco afirma mesmo que foi no seio familiar e na experiência material deste que forjou a sua raiz de classe. A mãe aderiu ao PCP em 2008, isto depois de participar no movimento unitário. Levou-a à Festa do Avante! em 2011 e no círculo mais estreito em que cresceu prevaleceram sempre os valores de esquerda e progressistas. Não podia estar noutro lado se não no dos explorados contra os exploradores.
Madalena Soares, 18 anos, de Famalicão e estudante do primeiro ano de Enfermagem na Universidade do Minho, tal como Francisco Jesus, também procurou a JCP após a campanha de João Ferreira nas presidenciais de 2021. Ao Partido, chegou meses depois, mas contacta com o grande colectivo comunista desde tenra idade.
O avô de Madalena é militante desde antes do 25 de Abril de 1974, afirma, e a sua militância, mesmo no tempo da resistência à ditadura fascista, sempre lhe foi contada com naturalidade e desassombro.
Madalena identificava-se há muito tempo com a luta e objectivos do PCP e começou, paulatinamente, a acompanhar mais de perto a actividade, posições e propostas comunistas. Revoltou-se com o tratamento dado pela comunicação social corporativa ao PCP e decidiu remar contra a maré.
Contribui com orgulho, sublinha, designadamente na mobilização e difusão para as lutas, e na comissão regional da JCP, onde tem a tarefa dos fundos. E Madalena desafia mesmo aqueles que mantêm e até reproduzem o preconceito anti-comunista a darem-se ao trabalho de conhecer não apenas o que diz e quer o PCP, mas como funciona o Partido onde a integração, valorização e respeito pelos novos militantes é tão natural como o ar que se respira