FPLP reelege Ahmed Saadat, preso em Israel desde 2002
A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) confirmou como seu secretário-geral Ahmed Saadat, preso nos cárceres israelitas desde há duas décadas.
Segundo um comunicado divulgado no dia 21, em Ramala, a FPLP realizou o seu oitavo congresso, que também ratificou Jamil Mezher como número dois da direcção e elegeu novos membros para o Bureau Político e o Comité Central.
Durante o 8.º Congresso da FPLP foram debatidos o programa político e a estratégia de luta contra a ocupação israelita. Os participantes reafirmaram os direitos históricos do povo palestiniano e rejeitaram qualquer compromisso com os agressores.
Ahmed Saadat foi preso e acusado de ordenar a morte em 2001 do então ministro israelita do Turismo, o ultradireitista Reehavan Zeevi, que faleceu numa operação da FPLP em resposta ao assassinato do seu líder, Abu Ali Mustafa. Este dirigente palestiniano perdeu a vida num ataque perpetrado por dois helicópteros israelitas, no quadro da estratégia de Telavive de assassinatos selectivos, durante a segunda Intifada (levantamento, em árabe).
Fundada em 1967 por George Habash, a FPLP é o segundo maior partido da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
Novo crime de Israel
As forças de segurança israelitas mataram um jovem palestiniano, numa operação militar na cidade de Jenin, no Norte da Cisjordânia ocupada, no dia 21.
O Ministério da Saúde palestiniano comunicou a morte de Amjad Fayed, de 17 anos, vítima dos tiros das tropas ocupantes. Um outro jovem, de 18 anos, ficou gravemente ferido.
O crime ocorreu quando soldados israelitas abriram fogo contra residentes que protestavam contra a ofensiva militar. Telavive justificou que as suas tropas tinham sido recebidas com pedras e cocktails Molotov.
Desde o começo de Maio que as forças ocupantes operam em Jenim, numa campanha que já causou a morte de numerosos palestinianos, entre os quais a jornalista Shireen Abu Akleh, no dia 11, assassinada a tiro pelo exército israelita.