Revelados motivos para fecho da refinaria

A Fiequimetal e a Comissão Central de Trabalhadores (CCT) da Petrogal exigiram a reabertura da refinaria de Matosinhos face às recentes intenções anunciadas para aquele importante complexo industrial.

Grupos económicos preferem dinheiro fácil a investimento industrial

«Crime económico e social em nome da transição energética», é assim que ambas as estruturas representativas dos trabalhadores continuam a classificar o encerramento da refinaria de Matosinhos, decisão responsável pela eliminação de 1600 postos de trabalho no concelho e 5000 na Área Metropolitana do Porto.

O desenvolvimento económico regional e do País, a produção e a sustentabilidade nacional e a vida de milhares de trabalhadores foram postos de parte pelo Governo e pelas instituições públicas responsáveis, em detrimento dos interesses e dos lucros privados do grupo GALP Energia e do seu principal accionista, o grupo Amorim.

Face a estes mais recentes desenvolvimentos, tanto a Fiequimetal como a CCT da Petrogal assumem a reabertura e a dinamização da refinaria de Matosinhos como uma prioridade nacional, tal como a preparação das refinarias em território nacional para uma transição energética séria.

O grupo GALP Energia assinou um protocolo, no dia 16, com a Câmara Municipal de Matosinhos e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, sobre o uso dos terrenos da antiga refinaria, cerca de 237 hectares.

Em causa, no acordo, está a cedência de parcelas do terreno para a criação de um pólo universitário, em parceria com a Universidade do Porto, e de um Innovation District que prevê a construção de comércio, serviços, hotelaria, restauração e habitação.

 



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