São Pedro da Cova merece justiça

«A Comissão Concelhia de Gondomar do PCP considera que a culpa não pode morrer solteira e renova o seu compromisso com a população de São Pedro da Cova e de Gondomar de continuar a intervir e lutar para garantir que a remoção integral dos resíduos perigosos seja finalmente concluída, o espaço implicado requalificado, a população compensada, e para que os responsáveis políticos não fiquem impunes», lê-se em nota de imprensa divulgada no passado dia 7, na sequência da decisão do Tribunal da Relação do Porto que determinou a prescrição do processo-crime relativo à deposição de resíduos perigosos da Siderurgia Nacional em São Pedro da Cova.

A sentença significa que «duas décadas após a denúncia deste grave crime ambiental», ficam por atribuir culpas, mas, também, «por esclarecer aspectos relativos à perigosidade dos materiais depositados, consequências para a população».

No mesmo texto, o PCP regista «negativamente o silêncio do PS na Câmara Municipal de Gondomar e na Junta de Freguesia de Fânzeres e São Pedro da Cova», e recorda que «a realidade vem dar razão a sucessivos executivos CDU» naquela junta de freguesia, que insistiu na «necessidade de apuramento de todas as responsabilidades face ao risco da prescrição do processo» e da «remoção total dos resíduos perigosos».

De resto, este último aspecto ganhou acrescida relevância porque, a 20 de Janeiro, foi publicada uma resolução do Conselho de Ministros de «despesa adicional no valor de dois milhões de euros para a remoção de mais resíduos perigosos encontrados nas antigas escombreiras das minas», isto escassos dias após a CDU ter visitado a empreitada e recebido a garantia de que não havia alteração ao previsto.

Também sobre esta alteração, o PCP nota o silêncio da maioria PS nas autarquias locais e alerta que o município tem de ir além das promessas, avançando com «a definição do programa e projecto de reabilitação e respectiva calendarização, incluindo a população, os agentes locais e as forças políticas eleitas na definição do futuro daquele espaço».



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