É Tão Lindo o Meu Partido encanta e aponta ao futuro

O Cine Teatro Pax Julia, em Beja, acolheu na noite de sábado o espectáculo É Tão Lindo o Meu Partido, evocativo do Centenário do PCP. O projecto de sempre, as lutas de ontem e de hoje e uma imensa confiança no futuro foram aspectos em destaque.

O PCP confunde-se com a luta do povo alentejano pela terra e pela liberdade

Naquela que foi a terceira de quatro apresentações (a próxima, e última, é no distrito de Portalegre), o espectáculo É Tão Lindo o Meu Partido voltou a causar um profundo impacto em todos quantos nele participaram – e foram cerca de 400 os que, no sábado, encheram o Pax Julia.

Um primeiro motivo de deslumbramento foram as actuações dos artistas extraordinários que compunham o programa do espectáculo, dos melhores nas suas artes: Coral Harmonia, Coral Vozes d' Arte, Fernanda Bacalhau, Fernando Malão, Fernanda Oliveira, Grupo Coral e Etnográfico de Grândola, Grupo Coral Fora d' Oras, Grupo Coral Feminino Papoilas do Enxoé, de Vale de Vargo, Manuel Nobre, João Morais «O Gajo», José Russo, Maria Leonarda Madeira, Nuno do Ó, Paulo Ribeiro, Rosário Gonzaga e Vozes Além Tejo.

Concebido para celebrar os 100 anos do PCP no Alentejo, o espectáculo É Tão Lindo o Meu Partido evocou um século de lutas dos operários agrícolas, e em geral do povo alentejano, pelo trabalho, pela terra, pela liberdade, pelo progresso. Que, com altos e baixos, avanços e recuos, percorrem todo este longo período histórico e se projectam no presente e no futuro.

A conquista da jornada de oito horas nos campos, em 1962, desafiando os agrários e a repressão fascista; a exaltante luta pela Reforma Agrária, amais bela conquista de Abril; e o desenvolvimento local alcançado após a Revolução pelo poder local democrático e o movimento popular permanecem como momentos mais elevados deste combate. Já Germano Vidigal, Catarina Eufémia, José Adelino dos Santos, José Geraldo (Caravela) e António Casquinha são heróis caídos nessa mesma luta.

Estes e outros momentos foram recordados nas canções, nos filmes exibidos, nas palavras de João Pauzinho, membro do Comité Central do PCP e responsável pela Organização Regional de Beja, que demonstraram como todo este imenso património de luta prossegue, hoje, pela mão dos que o construíram e desde sempre o assumiram: os comunistas.

Para este dirigente, o espectáculo reflectia, em si mesmo, «o Partido que somos e continuamos a ser. Partido da Revolução de Abril e das suas conquistas, entre elas a Reforma Agrária, “a mais bela conquista”. Partido da solidariedade internacionalista, da paz, amizade e cooperação com todos os povos. O Partido das grandes causas e de todos os combates contra a exploração, a opressão e as desigualdades que está todos os dias ao lado dos explorados e oprimidos pelo sistema capitalista que, honra e se orgulhando da sua historia, carrega mais futuro que passado».



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