China e Rússia consolidam cooperação

Os presidentes Xi Jinping, da China, e Vladimir Putin, da Rússia, acordaram reforçar ainda mais os laços estratégicos, a comunicação e a coordenação entre os seus países, em especial para enfrentar desafios na arena internacional.

Xi Jinping e Vladimir Putin reuniram-se em Pequim para reforçar relações entre os seus países

Segundo um comunicado conjunto, divulgado em Pequim, no dia 4 de Fevereiro, os dirigentes da China e da Rússia mantiveram em Pequim conversações «cordiais e amigáveis» sobre o estado das relações bilaterais e sobre assuntos vinculados à segurança e estabilidade do planeta.

Xi Jinping destacou o apoio recíproco entre as duas potências, a crescente confiança política e a expansão do volume de trocas comerciais que atinge níveis recordes. Fez referência à participação activa de ambos países na reforma e construção do sistema de “governança global”, na promoção do verdadeiro “multilateralismo” e na procura de mais justiça no mundo actual. Manifestou vontade de trabalhar em conjunto com a Rússia para consolidar mais as relações, estreitar os contactos face à ingerência externa e às ameaças à segurança regional, e ampliar a cooperação mutuamente vantajosa em sectores como energia, agricultura, alta tecnologia, saúde e infra-estrutura. E, entre outras questões, defendeu unir forças perante problemas como a mudança climática, a pandemia de Covid-19 e a recuperação económica mundial, tanto no plano bilateral como em mecanismos multilaterais como a Organização das Nações Unidas, a Organização de Cooperação de Xangai e o grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Vladimir Putin, do seu lado, destacou igualmente o crescimento registado nas transacções económico-comerciais e assegurou que a coordenação estratégica Rússia-China está em consonância com os interesses de desenvolvimento de cada parte. Considerou de alta relevância a manutenção da paz e a segurança no mundo, propôs trabalhar em conjunto com a China na protecção da integridade territorial dos dois países e, também, explorar mais áreas que dêem lugar a novos projectos de cooperação. De igual modo, indicou que as companhias russas têm prontas novas decisões sobre o fornecimento de hidrocarbonetos à China, incluindo um contrato para o envio de 10 milhões de metros cúbicos de gás por ano, a partir do Extremo Oriente.

China e Rússia rejeitam
expansão da NATO

Os dois presidentes mantiveram um diálogo na véspera da cerimónia de abertura dos XXIV Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022.

Antecedendo o encontro, os ministros dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, e da Rússia, Serguei Lavrov, prepararam a agenda da cimeira.

O comunicado conjunto sobre as conversações entre os chefes de Estado da China e da Rússia rechaça a expansão da NATO e a sua mentalidade de «Guerra Fria» em temas globais. Deplora que, apesar do impacto da pandemia de COVID-19, algumas potências recorram à política da força, se imiscuam em assuntos internos de outros países e instiguem a confrontação sem se importar das consequências à escala mundial.

Xi e Putin defenderam, em relação a qualquer conflito, soluções através do diálogo, da confiança e do entendimento mútuo, assim como a preservação de valores como a justiça, a equidade, a democracia e o respeito pelos direitos de cada povo escolher a sua via de desenvolvimento.



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