Portugueses reafirmam solidariedade com o povo palestiniano
Centenas de pessoas afirmaram na terça-feira, em Lisboa, no Porto e em Coimbra, a sua posição em defesa da paz e pelo fim da ocupação e dos crimes perpetrados por Israel, em três iniciativas onde se assinalou o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano.
O direito ao Estado da Palestina foi reconhecido há mais de 70 anos
O Movimento Pelos Direitos do Povo Palestino e Pela Paz no Médio Oriente (MPPM), o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN) e muitas outras organizações portuguesas, nas quais se incluem, por exemplo, a Juventude Comunista Portuguesa e a União dos Resistentes Antifascistas Portugueses, assinalaram o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano: nesta data, assinala-se o direito do povo palestiniano a um Estado independente, viável e soberano, consagrado no dia 29 de Novembro de 1947 numa resolução aprovada pela Assembleia-Geral das Nações Unidas.
Em Lisboa, foram oradores Eduardo Lima, pelo CPPC, João Coelho, pela CGTP-IN, e Carlos Almeida, pelo MPPM. Já no Porto, foi Maria Spínola que interveio em nome dos muitos jovens que ali se fizeram representar, seguida por Cristina Nogueira, pela CGTP-IN, José António Gomes, pelo MPPM, e Ilda Figueiredo, presidente da direcção nacional do CPPC, que proferiu uma saudação final.
Uma delegação do PCP também se fez representar na iniciativa realizada em Lisboa, no Largo Camões, reafirmando a posição de solidariedade com o povo palestiniano (ver página 25). O deputado e membro do Comité Central Bruno Dias e Pedro Guerreiro, do Secretariado, estiveram presentes.
Palestina vencerá
«Paz sim, guerra não», «é preciso, é urgente: Palestina independente» e «Palestina vencerá» foram palavras de ordem entoadas nas concentrações da passada terça-feira, demonstrando que são muitos os que, em Portugal, não esquecem que passadas mais de sete décadas sobre a decisão das Nações Unidas, Israel continua a negar ao povo palestiniano, através da agressão, da opressão e da ocupação, o direito ao seu Estado e aos mais elementares direitos.
Os representantes das várias organizações que intervieram nas iniciativas destacaram que a ocupação ilegal por parte de Israel tem condenado o povo palestiniano a viver sob um autêntico regime de apartheid, sendo o direito à sua própria terra negado a diversas gerações e o dia-a-dia brutalmente marcado pelas mais diversas formas de humilhação e violência.
Para além de procurarem apresentar opressor e oprimido em pé de igualdade, mas na verdade apoiando sempre o primeiro, a cumplicidade e a conivência das potências ocidentais, sobretudo as sucessivas administrações dos Estados Unidos da América – incluindo a de Joe Biden – mas também a União Europeia, continuam a permitir, por exemplo, que o Estado de Israel, que leva a cabo uma política sionista, colonialista e xenófoba, bombardeie hospitais, escolas, casas e até mesmo edifícios de comunicação social na Faixa de Gaza e noutros territórios.