ANC à frente nas eleições municipais na África do Sul
Com mais de metade do escrutínio realizado, às primeiras horas de quarta-feira, 3, o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês) seguia à frente na contagem dos votos das eleições municipais que decorreram no dia 1 na África do Sul. A Comissão Eleitoral Independente (IEC) anunciou que os cortes no fornecimento de energia eléctrica, em várias zonas do país, estavam a atrasar o processo de apuramento dos resultados.
Segundo o director executivo do IEC, Sy Mamabolo, com 58% dos votos escrutinados, o ANC mantinha vantagem, de forma sustentada. Conseguia 46,42% do total dos votos contados, seguindo-se a Aliança Democrática (DA), a principal força de oposição, com 22,25%, e os Combatentes da Liberdade Económica (EFF), com 10,09%.
Quanto à participação eleitoral, o IEC anunciou que o registo de gestão dos votantes indica que 12 milhões, 186 mil e 869 eleitores exerceram o seu direito constitucional durante os dois dias de votação especial (no fim-de-semana) e no dia das municipais.
Tais números representam 46,5% dos 26 milhões, 228 mil e 975 eleitores inscritos. O IEC destacou que já em Julho passado tinha antecipado a perspectiva de uma menor ida às urnas em relação a eleições locais anteriores, por múltiplos factores. E lembrou que este ano a votação decorreu no contexto da COVID-19 e das medidas sanitárias adoptadas para a combater.
Na véspera das eleições, o líder do ANC e presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, afirmou que escutou críticas mas que, apesar das debilidades e deficiências, o seu partido e aliados são os mais bem posicionados para melhorar a vida dos sul-africanos. E exortou os candidatos autárquicos a cumprir o compromisso de servir desinteressadamente o povo, a ouvir os seus problemas e a abordá-los com prontidão.
Desde 1994, ano em que, após o desmoronar do apartheid, se realizaram as primeiras eleições democráticas na África do Sul, o ANC – na altura dirigido por Nelson Mandela – venceu todas as eleições realizadas, governando o país numa aliança tripartida com o Partido Comunista Sul-Africano e a central sindical COSATU.