Por salários e contrato no comércio

Dirigentes e delegados sindicais do CESP/CGTP-IN concentraram-se no dia 8, sexta-feira, junto da sede do Pingo Doce, em Lisboa, para exigirem, mais uma vez, o início de negociações para a revisão do contrato colectivo de trabalho (CCT) e o aumento dos salários de todos os trabalhadores das empresas da grande distribuição comercial.

Na associação patronal APED, o Pingo Doce é vice-presidente.

Neste momento, com a subida do salário mínimo nacional, «mais de 80 por cento dos trabalhadores do sector têm tabelas salariais completamente desajustadas e sem qualquer garantia de progressão salarial ao longo de toda a carreira», sendo a excepção «apenas os salários das chefias», como se refere numa resolução aprovada durante a acção de protesto.

Esta situação é considerada «inaceitável, num sector a que todos recorrem diariamente, que se afirma essencial e é gerador de milhões de euros de lucros».

Uma acção semelhante, como noticiámos, ocorreu no dia 1, nas imediações da sede da Sonae Distribuição, na Maia.

O mesmo problema foi discutido no dia 9, pelos trabalhadores da FNAC em Coimbra, num plenário realizado pelo CESP, «apesar da forte pressão» patronal para restringir a participação. Foi decidido apresentar reivindicações à empresa (que também é dirigente da APED), incluindo aumentos salariais de 90 euros com compromisso de manter constante a diferença para o valor do salário mínimo, e foi manifestada disponibilidade para continuar a luta, admitindo o recurso eventual à greve.

 



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