Psicólogos a braços com a precariedade
O recrutamento de psicólogos a integrar no Centro de Contacto SNS 24 em regime de total precariedade foi alvo de dura crítica por parte do Sector Intelectual de Lisboa do PCP, que considera ter sido esta uma «consequência directa da opção do Governo na concessão deste serviço a um operador privado, ao invés de assumir directamente a sua gestão».
Em comunicado, o organismo de direcção daquele sector refere que esta situação, que não é nova, assume particular gravidade, «pelo que ela significa de precarização dos vínculos de trabalho destes trabalhadores, mas também pelo envolvimento do Governo em parceria com a Ordem dos Psicólogos em todo este processo», ambos a promover um «recrutamento sem contratos efectivos, de prestação de serviços», em que, inclusivamente, são os trabalhadores que têm de «garantir o equipamento necessário para desempenhar funções, em turnos que vão de duas a oito horas».
Entendendo que não tem de ser assim, que «há condições para travar e impedir este tipo de situações», nomeadamente depois da aprovação do projecto de lei do PCP que limita a contratação a prazo, os intelectuais comunistas de Lisboa sustentam que o problema está sim é na falta de vontade política do Governo em concretizar tais medidas.
E por isso exortam o Executivo do PS a «internalizar a gestão do Centro de Contacto SNS 24 e a pôr termo a este tipo de práticas, contratando com vínculos estáveis, carreiras e salários adequados, profissionais que há muito fazem falta ao SNS».