Venezuela - Solidariedade!
É fundamental a convergência das forças bolivarianas
O imperialismo não pretende prescindir dos seus intentos e manobras contra a República Bolivariana da Venezuela e o povo venezuelano. É o que é possível depreender da declaração conjunta dos EUA e da UE, a que se associou o Canadá, tornada pública no passado dia 25 de Junho.
Mantendo aspectos essenciais da política de ‘máxima pressão’ implementada pela Administração Trump, dividindo papéis na táctica do ‘bastão’ e da ‘cenoura’, EUA e UE insistem na chantagem – ou a Venezuela bolivariana cede às pressões e exigências de Washington e Bruxelas, ou mantêm-se a desestabilização, o bloqueio económico, financeiro e comercial, e o roubo de activos da Venezuela.
James Story, embaixador dos EUA para a Venezuela, mas que conspira desde Bogotá, na Colômbia, não deixa margem para dúvidas: «as sanções só são um instrumento para forçar a transição...», «… estamos sempre a rever as táctica. Mantemos a pressão das sanções, e sobretudo os mesmos objectivos».
Contando com a conivência da UE, os EUA bradam sem escrúpulos e de forma cínica com a ‘democracia’, quando são responsáveis pela promoção de golpes de Estado, da violência terrorista, de operações de desestabilização, do boicote económico – não esquecendo, a ameaça de intervenção armada –, com que desrespeitam há mais de duas décadas a vontade soberanamente expressa pelo povo venezuelano e agridem os seus direitos.
É vergonhosa a hipócrita ‘preocupação’ aparentada por Washington e Bruxelas com as condições de vida do povo venezuelano, quando os EUA, com o apoio da UE, impõem criminosas medidas coercivas – realidade sistematicamente omitida pela comunicação social dominante – com que asfixiam a economia da Venezuela e atingem cruelmente as condições de vida do seu povo, inclusivé no contexto da pandemia.
Merece a maior denúncia a não entrega de vacinas já pagas pelo Governo venezuelano ao Fundo de Acesso Global para as Vacinas Covid-19 (COVAX) – programa da OMS, gerido pela Fundação GAVI, cuja presidência é exercida por Durão Barroso –, ao que tudo indica, devido ao bloqueio de transferências por parte de entidades bancárias, em virtude das pressões dos EUA, que dominam e instrumentalizam o sistema financeiro internacional.
Recorde-se que em Portugal, estão ilegalmente bloqueadas no Novo Banco – com base em sucessivas e deliberadas manobras dilatórias – muitas centenas de milhares de milhões de dólares pertencentes ao Estado venezuelano, que se vê assim impedido de as utilizar para dar resposta às mais prementes necessidades do povo venezuelano, incluindo a compra de medicamentos e alimentos.
Se as apregoadas ‘boas intenções’ dos EUA e da UE fossem autênticas, teriam expressão em actos, como o imediato levantamento do bloqueio e de outras medidas coercivas; a devolução dos activos bloqueados e roubados pelos EUA à República Bolivariana da Venezuela; e o reconhecimento das suas instituições.
Para superar os grandes desafios e as enormes exigências com que a Venezuela bolivariana está confrontada, é fundamental a mobilização e a unidade do povo venezuelano, a convergência das forças bolivarianas, a aliança cívico-militar, defendendo e avançando o processo iniciado com a eleição do Presidente Hugo Chávez.
É indispensável a solidariedade com a Venezuela bolivariana, em defesa da soberania e dos direitos do povo venezuelano.