Os comunistas na frente da luta da juventude
Dezenas de jovens participaram num debate dinamizado pela JCP sob o tema «A luta de todos os dias na luta pelo futuro». A iniciativa, inserida nas comemorações do Centenário do PCP, realizou-se no dia 18, na Casa do Alentejo, em Lisboa, e contou com a presença de Jerónimo de Sousa.
PCP cumpre cem anos mas é o mais jovem partido português
O Secretário-geral do Partido, que foi o primeiro a intervir no debate, começou por saudar os muitos jovens que ali marcaram presença: os que abdicaram do seu tempo de estudo, algo essencial no final do ano lectivo, os que encontraram disponibilidade de até ali irem apesar de viverem uma fase crucial no acesso ao Ensino Superior, ou os que, mesmo depois de um dia de trabalho, não desperdiçaram uma oportunidade para debater os seus problemas, interesses e aspirações.
No entanto, longe de se limitarem e enumerar dificuldades e sonhos, naquela iniciativa associou-se as lutas mais prementes da juventude, nos locais de trabalho e nas escolas – encabeçadas, como sempre, pelos jovens comunistas – com as grandes causas, valores pretendes na luta secular do PCP. A este respeito, Jerónimo de Sousa realçou que o Partido, apesar de celebrar 100 anos e de ser, de muito longe, aquele que tem mais história para contar em Portugal, é simultaneamente o «mais jovem partido português». Nenhum outro revela a «mesma força, a mesma energia para intervir e lutar pela transformação da sociedade portuguesa», explicou.
Mas também, acrescentou, porque nenhuma outra força política «apresenta para os problemas nacionais soluções mais criativas, vigorosas, coerentes e efectivas e que melhor se identificam com os interesses e aspirações da juventude», porque nenhum outro está, como está o PCP, «aberto ao contributo militantes das novas gerações», ou porque, nenhum outro revela tanta «alegria, optimismo e confiança no futuro».
O dirigente comunista chamou ainda a atenção para outra questão fundamental: o PCP coloca acima de tudo os «interesses dos trabalhadores, do povo e do País» e bate-se, diariamente, pela «construção de uma sociedade nova, sem a exploração do homem pelo homem, da qual sejam banidas todas as desigualdades, injustiças, discriminações e flagelos sociais» – uma sociedade socialista. Estes motivos, presentes no sentido de militância de cada comunista, dão, também, redobrada jovialidade ao Partido que reune em si, ao mesmo tempo, mais história e mais futuro.
«As lutas de todos os dias na luta pelo futuro»
«Nós estamos lá, estão lá os jovens comunistas que conhecem o pulsar das dificuldades», afirmou Jerónimo de Sousa, valorizando a acção da JCP e do PCP em prol dos direitos da juventude. E de facto, os jovens comunistas lá estão, a organizar os seus colegas, quando regressam à escola pública depois de um longo período de confinamento e encontram, na esmagadora maioria das situações, as mesmas obras por realizar, a mesma escassez de funcionários, as mesmas turmas sobrelotadas ou o mesmo injusto processo de acesso ao Ensino Superior.
O mesmo acontece no Ensino Superior, onde o peso dos custos, como a propina, a insuficiência da Acção Social Escolar e os problemas de alojamento continuam a fazer-se sentir. Nas empresas e nos locais de trabalho, onde, todos os dias, há um confronto com o patronato, que procura impor baixos salários, perpetuar as mil e uma formas de precariedade, intensificar o roubo de direitos.
Se existe uma certeza é de que a história do PCP, da JCP e das organizações de jovens comunistas que a antecederam, não é contada apenas pela constatação dos problemas, mas também – e sobretudo – por todos os momentos em que os comunistas estiveram no seu posto, para «encontrar caminhos, para apresentar propostas, para encontrar soluções, para agir e para transformar a realidade».
PCP não se furta a nenhum combate
Das mais de 15 intervenções realizadas pelos jovens ao longo do debate, uma conclusão foi partilhada quase por todos: a luta, apesar de às vezes dura, apresenta os seus frutos.
Como lembrou o Secretário-geral, a título de exemplo, «ainda há poucas semanas, foi publicada a legislação que teve origem nas propostas que o PCP fez na Assembleia da República, dispensando os estudantes do pagamento de mensalidades nas residências da Acção Social Escolar nos períodos em que as actividades lectivas estiveram suspensas; adiando os prazos para entrega de teses e dissertações, sem custos acrescidos; permitindo o acesso de todos os estudantes a todas as épocas de avaliação e adiando os prazos de prescrições».
Depois de cada avanço, a luta continua, foi outra das conclusões definidas pelos jovens. A luta «continua pelo fim dos exames», depois de estes terem acabado para os alunos do 9.º ano, como lembrou também Jerónimo de Sousa. Tal como continua depois de ter sido possível dar passos no combate à precariedade na Administração Pública e aumentar o Salário Mínimo Nacional.
Em todas essas lutas, e em tantas outras, estão sempre os comunistas. Porque é esse o seu lugar!