Reivindicações a uma só voz num 1.º de Maio de força e luta
Os problemas dos trabalhadores agravam-se e, a exigir respostas, recrudescem as lutas em empresas, serviços e sectores. No 1.º de Maio, por todo o País, as reivindicações confluem e ganham mais força.
São recusados aumentos salariais, mas vão milhões para dividendos
Nas comemorações do Dia Internacional dos Trabalhadores, promovidas pela CGTP-IN em todos os distritos e nas regiões autónomas, sob o lema «Lutar pelos direitos, Combater a exploração, Emprego, salários, 35 horas, Contratação colectiva, Serviços públicos», vão convergir muitos dos que têm sentido e demonstrado o seu descontentamento e protesto nos últimos meses.
Milhares de trabalhadores vão sair em luta no 1.º de Maio, unidos em torno das principais reivindicações definidas pela CGTP-IN: aumento geral dos salários em 90 euros para todos os trabalhadores, valorização das carreiras e profissões, fixação do salário mínimo nacional em 850 euros a curto prazo, aumento real das pensões, combate à precariedade, semana de trabalho de 35 horas, combate à desregulação dos horários de trabalho, exigência do cumprimento e reposição de direitos, revogação das normas gravosas da legislação laboral (nomeadamente a caducidade da contratação colectiva e a reposição do princípio do tratamento mais favorável ao trabalhador), reforço dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, garantia de condições de trabalho (nomeadamente quanto a Saúde e Segurança no Trabalho).
No manifesto distribuído a nível nacional, a Intersindical recorda que «com a luta, foi possível ver cumpridas algumas exigências, como, por exemplo, o pagamento a 100 por cento aos trabalhadores que estão em lay-off ou o aumento em 30 euros do salário mínimo nacional», mas assinala que «muito mais há a fazer, para responder às reivindicações dos trabalhadores e aos problemas do País».
Salientando que os trabalhadores «estiveram na linha da frente e lá continuam, assegurando a produção de bens e serviços essenciais», a CGTP-IN reafirma que «é urgente inverter o rumo de desvalorização do trabalho e dos trabalhadores e de subordinação aos interesses do grande capital». Refere-se, em especial, a «distribuição de milhões de euros em lucros e dividendos», ao mesmo tempo que continuam a ser recusados aumentos salariais aos trabalhadores.
Dia 8, no Porto
Para 8 de Maio, no Porto, a CGTP-IN está a preparar uma acção nacional de luta. Ali vai reunir-se a Cimeira Informal dos Chefes de Estado e de Governo da UE, para a qual a Inter e os trabalhadores dirigem o protesto, sob o lema «Por uma Europa dos trabalhadores e dos povos, Afirmar a soberania, Lutar pelos direitos, Mais emprego, produção nacional, salários e serviços públicos».
Maio nas ruas
Aveiro – 15h00, manifestação do Largo da Estação até ao Largo do Rossio;
Beja – 10h30, desfile da Casa da Cultura até à Praça da República;
Braga – em Guimarães, 15h00, concentração no Largo do Toural;
Bragança – 14h00, concentração na Praça Cavaleiro Ferreira;
Castelo Branco – 10h30, cordão humano da Avenida 1.º de Maio, até à Câmara Municipal; Covilhã, 15h00, cordão humano do Campo das Festas até ao Jardim Público; Tortosendo, 10h30, cordão humano da Associação de Reformados até à Praça da Liberdade;
Coimbra – 14h30, desfile da Praça da República para a Praça 8 de Maio; Figueira da Foz, 11h00, concentração na Praça José Ledesma Criado;
Évora – 15h00, desfile do Teatro Garcia Resende até ao Largo 1.º de Maio;
Faro – 15h00, desfile do Largo do Mercado até junto do Teatro Municipal;
Guarda – 11h00, concentração na Alameda de Santo André, saída em cordão humano; Seia, 15h00, cordão humano da Rotunda do Tear até à Praça da República;
Leiria – 15h30, manifestação do Jardim da Almuinha Grande até à Praça Rodrigues Lobo;
Lisboa – 15h00, desfiles a partir dos Anjos (concelhos de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Sesimbra e Seixal) e do Campo Pequeno (distrito de Lisboa), convergindo em manifestação até à Alameda D. Afonso Henriques;
Portalegre – 10h30, desfile do Centro Comercial Fontedeira até ao Jardim Público;
Porto – 15h00, concentração e manifestação na Avenida dos Aliados;
Santarém – 15h00, desfile da Segurança Social para o Jardim da República;
Setúbal – 15h00, manifestação da Praça do Brasil até à Avenida Luísa Todi; Sines, 10h00, cordão humano no Jardim das Descobertas;
Viana do Castelo – 10h00, desfile do Largo da Estação até à Praça da República;
Vila Real – 15h00, concentração na Alameda de Grasse, junto ao Teatro;
Viseu – 14h30, concentração no Jardim de Santa Cristina;
RA Madeira – Funchal, 10h00, manifestação da Assembleia Legislativa Regional até ao Jardim Municipal
RA Açores – Angra do Heroísmo, 10h00, concentração na Casa Sindical (Rua Cândido Forjaz, 17); Horta, 15h00, concentração no Largo do Infante.