Jovens trabalhadores nas ruas dia 25
LUTA «Com coragem e confiança, lutar pelos nossos direitos» é o lema da Interjovem para apelar à participação na manifestação nacional da juventude trabalhadora, dia 25, em Lisboa e no Porto.
Este vai ser um dia nacional de luta da juventude trabalhadora
Esta iniciativa, em contornos adaptados às precauções sanitárias, assinala o Dia Nacional da Juventude (28 de Março), trazendo para as ruas as principais reivindicações dos jovens organizados no movimento sindical unitário.
No dia 25, próxima quinta-feira, às 15h00, a organização de juventude da CGTP-IN realiza concentrações em Lisboa, junto do Campo Pequeno, e no Porto, na Praça dos Poveiros. Em manifestação, os jovens trabalhadores seguem depois para o Ministério do Trabalho e para a Praça D. João I, respectivamente.
Antecipando o dia nacional de luta, a Interjovem promove três debates, com transmissão em directo na página da organização na rede social Facebook (facebook.com/InterjovemCGTP), sempre às 21h30. Hoje, o tema é «Os jovens e a precariedade», com intervenções de Ana Pires (Comissão Executiva da CGTP-IN), Luís Figueiredo (dirigente do CESP) e Nuno Coelho (coordenador do Sindicato da Hotelaria do Norte). Amanhã, dia 19, o tema «Os jovens e o sindicalismo» conta com participações de Isabel Camarinha (Secretária-geral da CGTP-IN) e Dinis Lourenço (responsável nacional da Interjovem). No sábado, dia 20, debate-se «Os jovens e o teletrabalho», intervindo inicialmente José Manuel Jara (psiquiatra), Andrea Araújo (Comissão Executiva da CGTP-IN) e Teresa Carvalho (trabalhadora de um centro de contacto).
Acabar
com a precariedade
«Os jovens precisam de emprego estável e com direitos», destaca-se numa nota publicada dia 10 pela Interjovem/CGTP-IN. Comprovando, para dia 25, que a precariedade dos vínculos laborais está na origem dos mais graves problemas da juventude trabalhadora, recorda-se que «foi a precariedade dos contratos a prazo, dos recibos verdes, dos períodos experimentais e das empresas de trabalho temporário que abriu caminho a que mais jovens trabalhadores se vissem sem trabalho nesta situação tão complicada».
Na realidade, «a precariedade constitui a antecâmara do desemprego e é responsável pelos baixos salários, a negação da progressão na carreira, o enfraquecimento da protecção social no presente e no futuro, uma maior pobreza laboral, a instabilidade e insegurança na organização da vida pessoal e familiar, a baixa natalidade e os problemas demográficos com que o País se confronta». Mas «as propostas apresentadas pelo Governo não só não resolvem este flagelo, que atinge trabalhadores, as famílias e a sociedade, como deixam o caminho aberto à sua perpetuação».
No folheto que, a nível nacional, tem estado a ser distribuído em iniciativas de informação e mobilização para este dia de luta, são indicadas as exigências a que os jovens vão dar força no dia 25: aumento geral dos salários em 90 euros e um salário mínimo nacional de 850 euros; fim dos horários desregulados e semana de 35 horas para todos, sem perda de salário; revogação das normas gravosas da legislação laboral, nomeadamente o período experimental (alargado para 180 dias); condições de saúde e segurança nos locais de trabalho e nos transportes; proibição dos despedimentos e defesa do emprego seguro e com direitos; fim da precariedade; efectivação dos direitos conquistados.